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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 - 16h35

Bernardinho não é mais o técnico da Seleção

Treinador deixa o cargo que ocupava desde 2001; Renan Dal Zotto assume a equipe masculina

Da Redação | esportes@band.com.br

Bernardinho não é mais o técnico da Seleção Brasileira de vôlei masculino. O anúncio da saída do treinador foi feito nesta quarta-feira em entrevista coletiva por Radamés Lattari, ex-técnico do Brasil e atual diretor de eventos da Confederação Brasileira de Vôlei. Renan Dal Zotto assume a equipe a partir de agora.

Bernardinho dirigia a Seleção masculina desde 2001. Sob seu comando, o Brasil foi bicampeão olímpico em Atenas 2004 e Rio 2016. Ele também conduziu a equipe ao tricampeonato do Mundial de Vôlei (2002, 2006 e 2010), ao bi da Copa do Mundo (2003 e 2007) e dos Jogos Pan-Americanos (2007 e 2011), além de ter conquistado a Liga Mundial oito vezes (2001, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2009 e 2010).

Segundo Radamés Lattari, o “desgaste natural” foi a razão de Bernardinho ter optado por deixar o cargo.

"É um pouco do desgaste natural. Ele precisa de um tempo para cuidar da saúde dele, da família. A maior prova de que não há desgaste algum é que o (presidente da CBV, Walter Pitombo Larangeiras, conhecido como) Toroca o convidou para fazer parte do conselho diretor da CBV, só que o Renan o convidou para ser coordenador. Ele mesmo falou que não consegue se desvincular rapidamente", afirmou Radamés.

De acordo com o dirigente, este desgaste também é devido ao trabalho com a Seleção feminina, que antecedeu o da masculina.

"Não são só 16 anos com a masculina. Ele está desde 1994 com a feminina, são 22 anos à frente de seleções. Ele quer dar um pouco mais de atenção à família, ao próprio pai que precisa de um apoio maior neste momento", justificou.

O novo treinador da Seleção também participou da coletiva. Em sua primeira entrevista, Renan Dal Zotto, que conquistou a prata olímpica como jogador em Los Angeles 1984, destacou a missão de suceder um treinador vencedor como Bernardinho.

"O desafio é grande. Manter um trabalho como vinha sendo feito no masculino e no feminino também é uma responsabilidade grande. Tive oportunidade de ficar dois anos na Itália como treinador depois do trabalho no Florianópolis. Lá fiz um curso de treinador. No final perguntaram a todos se treinavam sua equipe para melhorar ou ganhar jogo. O único que respondeu para melhorar fui eu", disse Renan, que não trabalha como treinador desde 2007.

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