Djoko é campeão inédito e atinge marca histórica

Sérvio bateu Andy Murray de virada por 3 sets a 1 em Paris

Da Redação, com Estadão Conteúdo | 05/06/2016 - 13:17 | Atualizado em 06/06/2016 - 16:06

Djokovic beija a taça de Roland Garros (Foto: Jacky Naegelen/Reuters)

Depois de bater na trave três vezes, Novak Djokovic é campeão de Roland Garros, o único grande título que faltava em sua carreira. Na decisão desse domingo, encarou o britânico Andy Murray, começou mal, mas depois que “acordou”, não deu chances ao rival. 3 a 1 nos sets e Grand Slam garantido para o sérvio.

De quebra, Djokovic alcançou uma marca que só Don Budge, em 1938, e Rod Laver, em 1962 e 1967, conseguiram: ser campeão dos quatro Grand Slams ao mesmo tempo, feito que já não era visto há 47 anos.

É o 12º Grand Slam que o sérvio conquista na carreira, mas somente o primeiro no saibro de Paris. Antes, já havia levantado seis vezes o troféu do Australian Open, duas do US Open e três em Wimbledon.  Essas conquistas colocam Djoko em um seleto hall do tênis, já que apenas 13 tenistas na história, somando masculino e feminino, conseguiram vencer todos os majors durante a carreira. Maria Sharapova, Serena Williams, Rafael Nadal e Roger Federer, são alguns dos nomes que também integram o grupo.

Para Andy Murray, resta lamentar mais uma derrota para o seu novo rival. Afinal, dos 34 jogos que já fizeram na carreira, esse foi a sétima final. E os retrospectos não estão favoráveis ao britânico. 24 a 10 no total e 5 a 2 em finais para o número um do mundo.

Mas neste domingo, parecia que a história seria diferente para Murray. O britânico sofreu uma quebra logo no primeiro game, mas devolveu na sequência e emendou outra no quarto game para ficar em vantagem e largar na frente.

Só que parou por aí. A partir do segundo set, Djokovic encontrou seu jogo e tomou conta das ações. Novamente, quebrou o saque do rival na primeira oportunidade que teve, mas desta vez não perdeu a liderança. Pelo contrário, aproveitou outro break point no sexto game para fechar.

O terceiro set foi praticamente uma repetição. Sem encontrar respostas para o ótimo jogo de fundo de quadra de Djokovic, Murray foi quebrado em duas oportunidades, no terceiro e no quinto games, e viu o sérvio virar a partida.

O quarto set também tinha tudo para seguir pelo mesmo caminho depois de duas quebras de Djokovic, mas até o multicampeão número 1 do mundo às vezes sente o peso de fechar uma partida. Foi o que aconteceu. Murray se aproveitou e devolveu uma das quebras. Mas no décimo game, não teve jeito, e o sérvio confirmou a vitória em seu terceiro match point.

Então, foi a hora de homenagear Guga. Com ótima relação com o brasileiro, o sérvio pediu permissão para repetir o gesto de 2001, desenhou o coração com a raquete e se deitou no centro dele, levando a torcida, e o próprio ex-atleta brasileiro, à loucura.

 
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