Guga fecha ciclo de homenagens com anel do Hall da Fama

Tricampeão de Roland Garros, brasileiro entra para um seleto grupo de ex-tenistas

Da Redação, com Estadão Conteúdo | 11/06/2017 - 10:33 | Atualizado em 11/06/2017 - 10:49

Guga fez a festa da torcida na quadra Philippe-Chatrier antes da final entre Nadal e Wawrinka (Foto: Christian Hartmann/Reuters)

Como aconteceu na conquista dos seus três títulos em Roland Garros, Guga foi celebrado na quadra Philippe-Chatrier neste domingo, minutos antes da final masculina entre Rafael Nadal e Stan Wawrinka. O ex-tenista catarinense recebeu o anel do Hall da Fama do Tênis na comemoração dos vinte anos do primeiro troféu no saibro de Paris. Veja como foi a homenagem no vídeo abaixo.

"É muita emoção estar aqui e poder ser reconhecido. O tênis contribuiu demais na construção dos meus valores e da minha história. Só posso agradecer”, disse Guga durante o discurso em francês.

Ao receber uma das principais honrarias do Hall, Guga entra para um seleto grupo de ex-tenistas, que inclui lendas como John McEnroe, Bjorn Borg e Martina Navratilova. Antes do tricampeão, somente um tenista nacional ganhou o anel: Maria Esther Bueno, em 2011.

A entrega do objeto, que já tem as inscrições de Guga, foi realizada pouco antes das 10h e contou com os principais dirigentes do Hall da Fama, como Stan Smith e Todd Martin, outros ex-tenistas. "O Hall da Fama é uma excelente plataforma para motivar e unir as pessoas pelo esporte", diz o brasileiro ex-número 1 do mundo.



O anel encerra uma série de homenagens que vêm celebrando os 20 anos do título de 1997. As festividades tiveram início com o lançamento de um documentário sobre a trajetória surpreendente do catarinense naquele ano, quando era apenas o 66º do ranking. O curta foi produzido pela Federação Francesa de Tênis (FFT).

Depois, Guga foi recebido com festa da organização de Roland Garros e de um patrocinador no dia 28, em breve visita ao torneio. "Eu ainda consigo saborear, relembrar os momentos inesquecíveis que vivi aqui", afirma o ex-atleta.

Na quinta passada, data exata do aniversário dos 20 anos, a FFT homenageou o brasileiro em seu próprio país. Em parceria com a Arquidiocese do Rio de Janeiro, iluminou o Cristo Redentor de azul e amarelo, cores do famoso e marcante uniforme do campeão em 1997.

Presidente da FFT, Bernard Giudicelli, resumiu as festividades em declaração ao Estado: "Esta é a mágica de Roland Garros: aqui você não precisa ser francês para se tornar um herói".



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