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O grande potencial brasileiro no recém-chegado Valorant

Por Moisés Martins 01/01/2021 • 09:20
First Strike Brasil foi realizado de 3 a 6 de dezembro e consagrou a Gamelanders campeã
First Strike Brasil foi realizado de 3 a 6 de dezembro e consagrou a Gamelanders campeã
Riot Games/Imagem

Não podemos negar que a Riot Games tem seus méritos em desenvolver e conduzir um cenário competitivo forte e popular, já vimos isso há quase uma década com o League of Legends e não poderíamos esperar menos do mais novo lançamento, o Valorant. Mais do que criar expectativas, a desenvolvedora nos surpreendeu com um modelo de competição nada parecido com aquele já tradicional no MOBA, mas sim um calendário recheado de competições internacionais e um major principal ao final da temporada, talvez mais semelhante com o Rainbow Six Siege ou com o próprio Counter Strike Global Offensive.

Tivemos uma pequena demonstração de todo esse potencial competitivo no First Strike, realizado na primeira semana de dezembro, com inúmeros times inscritos em diversas fases de qualificação e classificação, culminando em uma grande final entre Gamelanders e Pain Gaming. Talvez a grande maioria dos adeptos já esperasse o resultado convincente da, até então, hexacampeã Gamelanders, que faturou o primeiro título oficial sem muitas preocupações ou desafios. A partir daqui devemos encarar este fato não apenas como uma conquista nacional, mas sim abranger o aspecto internacional que o First Strike nos trouxe.  

O nível apresentado pela campeã brasileira (destaco também as demais equipes durante a fase final) deve ser equiparado ao das demais campeãs de regiões consideradas “majors”, como 100 Thieves na América do Norte ou a Team Heretics na Europa. Isso já é um costume entre os adeptos dos FPS, mas ainda não consolidado entre aqueles que vieram do LoL, em que frequentemente temos atuações vexaminosas internacionalmente.  

O circuito apresentado pela Riot nos dá a oportunidade de especular uma massiva presença de brasileiros nos torneios intercontinentais e a expectativa não deve ser reduzida por uma possível frustração futura. Mwzera, Jonn e companhia nos provaram que, mesmo em um cenário desconhecido e inexplorado internacionalmente, o mundo deve considerar a região brasileira como potência no Valorant World Tour 2021.

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