Eduardo Tironi

Jornalista há 28 anos, a maioria deles dedicados ao esporte, cobriu as Copas do Mundo de 1998 (França), pelo Notícias Populares, e 2006 (Alemanha) pelo Diário Lance!, onde foi editor-executivo. Sete anos como comentarista e editor-executivo na ESPN Brasil, tendo participado da cobertura da Copa do Brasil (2014) e da Olimpíada do Rio-2016 pelo canal.

Papo com Tironi

Acabaram as vidas no videogame do Diniz

Por Eduardo Tironi 22/01/2021 • 08:11 - Atualizado em 22/01/2021 • 08:11
Diniz sobreviveu a vexames no Paulista, na Libertadores e Sul-Americana e eliminação na Copa do Brasil
Diniz sobreviveu a vexames no Paulista, na Libertadores e Sul-Americana e eliminação na Copa do Brasil
Reprodução/Instagram São Paulo

A diretoria do São Paulo tenta fazer mais uma intervenção no campo para salvar o que for possível da temporada.

Após o time sofrer a pior derrota em sua história dentro de casa (5 a 1 para o Internacional) e perder a liderança do Brasileiro, foi ordenada uma mudança no jeito de o time jogar, que pode desembocar até em alteração na escalação. Foi exigido do elenco mais vibração e dos líderes que chamem mais a responsabilidade.

O resultado de tudo isso será visto (ou não) na partida de amanhã contra o Coritiba. Em caso de vitória, Fernando Diniz permanece. Qualquer outro resultado, ele está fora do São Paulo.

Fato é que esta não será a primeira interferência direta da diretoria no trabalho do treinador são-paulino. A entrada de Luan no meio-campo e a volta de Arboleda foram ordens expressas do departamento de futebol, acatadas pelo treinador. E funcionou durante um tempo. Agora, o time voltou muitas casas e se acostumou a ser surrado por rivais.

Se tem uma coisa curiosa na passagem de Diniz pelo São Paulo, são as vidas que ele ganhou quando tudo parecia perdido. Se fosse um videogame, seria uma chance a mais um segundo antes de aparecer na tela a frase "game over" (fim de jogo).

Ele foi eliminado no Paulista pelo Mirassol, eliminado na primeira fase de Libertadores, eliminado pelo Lanús na Sul-Americana e eliminado pelo Grêmio da Copa do Brasil. Em todas as vezes o técnico foi bancado pela diretoria e em seguida surgiu algum jogo ou momento que fez com que o vento virasse. Assim ele eliminou Rogério Ceni duas vezes da Copa do Brasil, no Fortaleza e no Flamengo. Assim ele venceu bem um clássico contra o Palmeiras por 2 a 0 no Allianz. Quando caiu contra o Grêmio, era líder com folga do Brasileiro e assim se segurou.

Agora parece não ter outra alternativa a não ser vencer jogos e ainda dar alguma esperança de título ao torcedor. As vidas extras definitivamente acabaram.

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