Eduardo Tironi

Jornalista há 28 anos, a maioria deles dedicados ao esporte, cobriu as Copas do Mundo de 1998 (França), pelo Notícias Populares, e 2006 (Alemanha) pelo Diário Lance!, onde foi editor-executivo. Sete anos como comentarista e editor-executivo na ESPN Brasil, tendo participado da cobertura da Copa do Brasil (2014) e da Olimpíada do Rio-2016 pelo canal.

Papo com Tironi

Após JJ, ninguém parece bom o suficiente para o Flamengo

Por Eduardo Tironi 22/10/2021 • 08:48 - Atualizado em 22/10/2021 • 09:05
Português teve passagem marcante pelo Flamengo entre 2019 e 2020
Português teve passagem marcante pelo Flamengo entre 2019 e 2020
Divulgação/Benfica

O Benfica de Jorge Jesus foi goleado pelo Bayern de Munique, quarta-feira pela Liga dos Campeões, em casa: 4 a 0. Um pouco mais tarde, O Flamengo de Renato Portaluppi empatava a duríssimas penas com o Athletico-PR em 2 a 2 no jogo de ida pela semifinal da Copa do Brasil. O gol de empate do Fla saiu de um pênalti marcado no último lance do jogo.

Os dois jogos aparentemente podem não ter nenhuma relação, mas o torcedor rubro-negro avaliou os confrontos da seguinte maneira: a goleada sofrida em casa foi resultado de uma diferença enorme de potencial de cada um dos times: Bayern e Benfica. Muito mais dinheiro e mais talento dentro de campo do lado alemão. O Benfica de Jorge Jesus teria inclusive incomodado os bávaros, até que começou a tomar gols em sequência na parte final da partida e acabou surrado.

O empate na Arena da Baixada, por outro lado, está na conta do treinador do Flamengo na visão do torcedor. Afinal, o Rubro-Negro tem muito mais dinheiro e talento no elenco do que o Athletico-PR. É fato que o time de Renato fez um segundo tempo muito ruim e poderia ter saído de campo com uma derrota. Mas decidirá sua passagem à semifinal no Maracanã precisando de uma vitória simples. O resultado foi muito bom.

Após um período de intensa lua de mel, parece que a relação entre Renato e a torcida Flamengo não são apenas flores e perfume. As cobranças começaram. O rubro-negro quer mais porque imagina que o material humano disponível possibilita isso.

O time tem chances menores de conquistar o Brasileiro, mas está vivíssimo na Copa do Brasil e Libertadores, em que já chegou à final e é o favorito contra o Palmeiras. Mas Renato tem de conviver, como todo treinador que desembarca na Gávea, com uma comparação muito difícil: com a do time de Jorge Jesus.

Domenec viveu isso e caiu. Rogério Ceni idem. Nos primeiros jogos, a torcida imaginou que no Gaúcho estivesse a reencarnação do português, mas a ilusão está acabando. Após JJ, ninguém parece suficientemente bom para comandar o Flamengo.

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