Eduardo Tironi

Jornalista há 28 anos, a maioria deles dedicados ao esporte, cobriu as Copas do Mundo de 1998 (França), pelo Notícias Populares, e 2006 (Alemanha) pelo Diário Lance!, onde foi editor-executivo. Sete anos como comentarista e editor-executivo na ESPN Brasil, tendo participado da cobertura da Copa do Brasil (2014) e da Olimpíada do Rio-2016 pelo canal.

Papo com Tironi

Barça é a prova: não existe instituição indestrutível

Por Eduardo Tironi 17/02/2021 • 07:40
Messi não conseguiu evitar mais um vexame do Barcelona e viu M'bappé marcar 3 gols
Messi não conseguiu evitar mais um vexame do Barcelona e viu M'bappé marcar 3 gols
Reprodução/Twitter Barcelona

O Barcelona foi surrado em casa nesta terça-feira, 16, pelas oitavas de final da Liga dos Campeões pelo Paris Saint-Germain: 4 a 1, com show de M'bappé.

A este vexame soma-se outro recente: o massacre sofrido diante do Bayern de Munique ano passado na mesma competição (8 a 2).

A crise no clube catalão é imensa. Além de goleadas desconcertantes, nos últimos tempos o que se viu foi seu principal astro, Lionel Messi, querer ir embora do clube e mudando de ideia mais por força de contrato do que por qualquer outra coisa.

O retrato atual do Barcelona é a prova de que não existem instituições indestrutíveis dentro do futebol. Neste momento, toda a maravilhosa história construída pelos catalães nos últimos 30 anos parece frágil diante do buraco em que o clube se meteu.

Administrações ruins, tomadas de decisão erradas e o poderoso Barcelona parece ter se transformado em um clube comum e não o "mais que um clube" que tanto orgulha seus torcedores.

No Brasil, as hegemonias de clubes não costumam durar muito mais do que cinco anos. Ao longo da história, as principais camisas do país foram se alternando no topo, fazendo com que o futebol brasileiro seja equilibrado e imprevisível.

Se o Barcelona, depois de tudo o que construiu nos últimos 30 anos, chegou ao ponto em que chegou, não é de se estranhar que quem está no topo agora no Brasil poderá cair em breve. O processo inverso é mais difícil: se reerguer do buraco é tarefa dificílima. Ainda mais por aqui, que as valas são muito profundas.

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