Eduardo Tironi

Jornalista há 28 anos, a maioria deles dedicados ao esporte, cobriu as Copas do Mundo de 1998 (França), pelo Notícias Populares, e 2006 (Alemanha) pelo Diário Lance!, onde foi editor-executivo. Sete anos como comentarista e editor-executivo na ESPN Brasil, tendo participado da cobertura da Copa do Brasil (2014) e da Olimpíada do Rio-2016 pelo canal.

Papo com Tironi

Corinthians precisa do remédio amargo do Fla. Vai tomar?

Por Eduardo Tironi 31/03/2021 • 08:13 - Atualizado em 31/03/2021 • 08:14
Corinthians acumula uma dívida que já se aproxima de R$ 1 bilhão
Corinthians acumula uma dívida que já se aproxima de R$ 1 bilhão
Divulgação/Ag. Corinthians/Rodrigo Coca

"O Corinthians será um dos três clubes mais poderosos do mundo", prometeu Andrés Sanchez. A declaração foi dada em setembro de 2013, quando o Alvinegro surfava numa onda muito positiva: campeão da Libertadores, campeão do mundo e, finalmente, viabilizando o seu estádio.

Esta semana, em março de 2021, saiu o balanço financeiro de 2020 do clube. A dívida se aproxima de R$ 1 bilhão.

A coincidência: o mandatário da promessa de 2013 foi Andrés. O mandatário que terminou seu segundo mandato agora e entregou o Corinthians com dívida bilionária é Andrés Sanchez. O que assusta os corintianos: o atual comando do clube é do mesmo grupo político do ex-presidente.

Mais ou menos no mesmo momento em que Andrés prometia o impossível, o Flamengo acenava com um remédio amargo. A administração de Eduardo Bandeira de Mello anunciava corte de gastos, cinto apertado e nenhuma promessa de times bons nos anos seguintes.

No meio do processo conquistou uma Copa do Brasil, alguns estaduais e colecionou participações discretas no Brasileiro e em competições internacionais.

Enquanto isso, o Corinthians abocanhou mais alguns Brasileiros, Paulistas e fez do seu então treinador, Tite, comandante da Seleção Brasileira.

O jogo hoje é outro. O Flamengo está rico, tem o melhor elenco do País, é o atual bicampeão brasileiro e faturou a Libertadores em 2019. Em 2021, vê um mar calmo pela frente. Se vai ter que cortar custos por causa da pandemia (e vai como todo mundo), provavelmente não estará inviabilizado como alguns de seus rivais locais como Vasco e Botafogo, ambos na Série B do Brasileirão e sem grandes perspectivas pela frente.

O Corinthians, agora, parece ter se rendido e anuncia que vai tomar o remédio amargo que o Fla começou a tomar há oito anos.

No começo é mais simples. A barriga da torcida está cheia, o time ganhou muito nas últimas temporadas. Ao longo dos anos, se as taças não aparecerem, o gosto vai ficando mais amargo.

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