Eduardo Tironi

Jornalista há 28 anos, a maioria deles dedicados ao esporte, cobriu as Copas do Mundo de 1998 (França), pelo Notícias Populares, e 2006 (Alemanha) pelo Diário Lance!, onde foi editor-executivo. Sete anos como comentarista e editor-executivo na ESPN Brasil, tendo participado da cobertura da Copa do Brasil (2014) e da Olimpíada do Rio-2016 pelo canal.

Papo com Tironi

Diretoria do Flamengo vira as costas para o torcedor

Por Eduardo Tironi 11/05/2022 • 08:33
Flamengo limita número de sócios para torcedores que moram fora do Estado do Rio
Flamengo limita número de sócios para torcedores que moram fora do Estado do Rio
Divulgação

O Conselho Deliberativo do Flamengo votou na segunda a limitação do número de sócios que moram a 1000 quilômetros de distância do Rio de Janeiro para um total de 1000 sócios.

Como se sabe, o Flamengo é o clube mais nacional do País, com torcedores espalhados por todo o canto como nenhum outro. Um dos orgulhos do Rubro-Negro é exatamente ter esta paixão por todo território nacional.

Os dirigentes do Flamengo inclusive utilizam deste fato e dos números extraídos de pesquisas para pleitear mais dinheiro na divisão do bolo de receitas televisivas, por exemplo: mais torcida significa mais audiência. Quem dá mais audiência tem direito a receber mais dinheiro.

É um argumento válido. A fidelidade e o amor dos torcedores pelo Flamengo ficaram claras com as imagens impressionantes da torcida no desembarque do time no Piauí para o jogo da Copa do Brasil. Os dirigentes valorizam este fenômeno, mas apenas na hora de fazer seus gordos contratos. Porque no momento de retribuir, a diretoria limita a associação de quem mora além dos limites do Estado do Rio de Janeiro.

A decisão do Conselho Deliberativo revoltou flamenguistas pelo Brasil e com razão. E, além disso, ela reforça uma percepção de que quem comanda o clube neste momento é elitista e muito pouco preocupado em retribuir o amor do torcedor.

Ingressos a preços exorbitantes e programa de sócio-torcedor que tira do jogo muita gente que não tem poder aquisitivo já eram uma amostra disso.

O Flamengo é o time mais popular do País. Como gostam de dizer os rubro-negros, uma força da natureza. Flamengo e elite não combinam, mesmo que hoje o clube esteja na elite do ponto de vista esportivo. Mas isso teve a participação da massa, que não pode ser tirada do quadro.

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