Eduardo Tironi

Jornalista há 28 anos, a maioria deles dedicados ao esporte, cobriu as Copas do Mundo de 1998 (França), pelo Notícias Populares, e 2006 (Alemanha) pelo Diário Lance!, onde foi editor-executivo. Sete anos como comentarista e editor-executivo na ESPN Brasil, tendo participado da cobertura da Copa do Brasil (2014) e da Olimpíada do Rio-2016 pelo canal.

Papo com Tironi

Final da Supercopa diz mais sobre o Palmeiras do que sobre o Flamengo

Por Eduardo Tironi 12/04/2021 • 07:44
Raphael Veiga foi o autor dos dois gols do Palmeiras no tempo regulamentar
Raphael Veiga foi o autor dos dois gols do Palmeiras no tempo regulamentar
Reprodução/Instagram Palmeiras/Cesar Greco

O campeão não foi surpresa. O Flamengo inclusive era levemente favorito a conquistar a Supercopa do Brasil. O time é dito o mais forte do País, estava focado exclusivamente nesta disputa, treinava há mais tempo do que o Palmeiras.

Mas a superioridade esperada em campo simplesmente não existiu. Os dois times alternaram domínio durante os 90 minutos e o jogo merecidamente terminou sem vantagem para ninguém no placar.

Nos pênaltis, tanto Diego Alves quanto Weverton mostraram por que estão entre os melhores do País. Melhor para Diego, por pouco.

Fato é que se alguma coisa surpreendeu na final da Supercopa do Brasil foi o desempenho do Palmeiras. O time taxado de reativo, retranqueiro, que joga por uma bola e só faz lançamento longo mediu forças de maneira absolutamente equilibrada com o Flamengo. Chutou mais a gol e teve mais posse de bola, segundo as estatísticas do Footstats.

O Flamengo, que adora ter a bola e que anuncia para quem quiser ouvir que seu objetivo é impor o seu jogo a qualquer adversário, não conseguiu fazer isso.

Se a expectativa era a de que a Copa do Brasil ratificasse o Flamengo como o time a ser batido em 2021, o jogo embaralhou tudo. O que se pode dizer é que o Rubro-Negro e o Palmeiras parecem estar à frente de qualquer outro desafiante, mas disputando a liderança palmo a palmo entre eles.

Campeão, o Flamengo terá dias calmos pela frente. Ótimo para Rogério Ceni, que ainda precisa provar para a torcida que é o treinador ideal para estar no comando do time. E para ajudar na avaliação positiva, tivemos uma excelente partida de Diego como volante. Invenção de Ceni, que se mostra cada vez mais acertada.

A taça na sala de troféus do Fla brilha. Mais uma na coleção espetacular dos últimos dois anos. Ao que parece vem mais por aí. Mas tem um rival que também mostra o mesmo apetite.

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