Eduardo Tironi

Jornalista há 28 anos, a maioria deles dedicados ao esporte, cobriu as Copas do Mundo de 1998 (França), pelo Notícias Populares, e 2006 (Alemanha) pelo Diário Lance!, onde foi editor-executivo. Sete anos como comentarista e editor-executivo na ESPN Brasil, tendo participado da cobertura da Copa do Brasil (2014) e da Olimpíada do Rio-2016 pelo canal.

Papo com Tironi

Futebol do Flamengo varreu a pressão de jogar em Itaquera

Por Eduardo Tironi 03/08/2022 • 11:13
Arrascaeta comemora com Pedro o gol que abriu o placar para o Flamengo em Itaquera
Arrascaeta comemora com Pedro o gol que abriu o placar para o Flamengo em Itaquera
Twitter/Flamengo/Marcelo Cortes

Vamos começar contando a história a partir dos 27 minutos do segundo tempo. Foi a partir dali que ficou totalmente descortinada a superioridade assustadora do Flamengo sobre o Corinthians dentro de Itaquera, um dos ambientes mais hostis para visitantes do Brasil.

A partir deste minuto o Flamengo passeou definitivamente em campo, trocando passes, criando chances com a tranquilidade de quem sabe que a vitória já está garantida, que o adversário está de joelhos e que resta apenas saber se vai ser possível fazer mais gols. E por pouco o placar não foi mais condizente com a superioridade rubro-negra. Em outras palavras: 2 a 0 foi pouco.

Para quem esteve na Neo Química Arena (que foi o meu caso) o minuto 27 também marca o momento em que o estádio murchou. Seria injusto dizer que a torcida corintiana parou de cantar, porque a organizada atrás de um dos gols não parou um minuto e o restante até tentou acompanhar após os 2 a 0. Mas foi o grito mais de orgulho do que de esperança de que algo pudesse mudar em campo.

Itaquera assistiu a um passeio que diz algumas coisas: o elenco do Flamengo está se distanciando dos rivais (de todos eles) de maneira espantosa. E este elenco sob comando de Dorival Junior está produzindo um tipo de jogo muito superior a seus rivais. Não é qualquer um que faz o que o Rubro-Negro fez dentro da Neo Quimica Arena.

O problema (para os outros) é que o Flamengo pegou a temida pressão de jogar em Itaquera, picou em pedacinhos e varreu. Jogando bola, o Rubro-Negro aniquilou a maior arma corintiana e assim encaminhou sua classificação à semifinal da Libertadores.

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