Eduardo Tironi

Jornalista há 28 anos, a maioria deles dedicados ao esporte, cobriu as Copas do Mundo de 1998 (França), pelo Notícias Populares, e 2006 (Alemanha) pelo Diário Lance!, onde foi editor-executivo. Sete anos como comentarista e editor-executivo na ESPN Brasil, tendo participado da cobertura da Copa do Brasil (2014) e da Olimpíada do Rio-2016 pelo canal.

Papo com Tironi

Jorge Jesus acena para o Flamengo. Mas será que é isso mesmo o que ele quer?

Por Eduardo Tironi 06/05/2022 • 08:28
Jorge Jesus pisca para o Flamengo, mas parece que seu interesse é outro
Jorge Jesus pisca para o Flamengo, mas parece que seu interesse é outro
Divulgação/Benfica

Em um episódio chocante, para dizer o mínimo, Jorge Jesus avacalhou qualquer noção de ética e falou com todas as letras: "eu quero voltar para o Flamengo, mas só estou disponível até o dia 20". Isso mesmo. O maior treinador da história do clube não apenas ignorou que o clube tem um técnico empregado (inclusive seu conterrâneo), como pediu pressa, porque afinal, a fila anda.

A cavada funda chocou até o Brasil, em que o desrespeito, falta de ética, egoísmo e nenhuma empatia é praticamente regra e condição necessária para a sobrevivência no futebol.

Jorge Jesus foi provavelmente o maior treinador da história do Flamengo e isso ninguém tira dele. Mas nem este título pode avalizar suas declarações em um jantar na casa de um ex-presidente rubro-negro (Kleber Leite) com a presença do jornalista Renato Maurício Prado, que fez o que o jornalista deve fazer: levou as suas declarações ao público.

São declarações tão chocantes que leva qualquer um a pensar se realmente o treinador pensa no Fla ou nele mesmo em primeiro lugar. E traz uma comparação inevitável: Jorge Jesus tem uma relação abusiva com o Flamengo e seu torcedor. Em várias oportunidades ele sempre fez questão de dizer que gostaria de voltar ao clube, do amor que tem pelo Rubro-Negro, com direito até a exercícios de futurologia: "se eu tivesse permanecido, continuaríamos ganhando". Quem pode comprovar isso?

Entre as declarações do treinador, uma parece ter ficado em segundo plano. É quando ele fala que um convite da Seleção Brasileira seria irrecusável.

Ligue os pontos: Jorge Jesus resolve desembarcar no Brasil sem nenhuma razão a não ser ver o desfile das escolas de samba. Vai a um jantar na casa de Kleber Leite, que tem relações dentro da CBF. Diz que a Seleção seria um sonho. A Copa do Mundo é no fim do ano e Tite já anunciou que sai, sendo campeão ou não.

Jorge Jesus pisca para o Flamengo, mas parece que seu interesse é outro.

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