Eduardo Tironi

Jornalista há 28 anos, a maioria deles dedicados ao esporte, cobriu as Copas do Mundo de 1998 (França), pelo Notícias Populares, e 2006 (Alemanha) pelo Diário Lance!, onde foi editor-executivo. Sete anos como comentarista e editor-executivo na ESPN Brasil, tendo participado da cobertura da Copa do Brasil (2014) e da Olimpíada do Rio-2016 pelo canal.

Papo com Tironi

Muito jogador e pouco treinador?

Por Eduardo Tironi 27/09/2021 • 08:35
Renato passou a ouvir as primeiras críticas a seu trabalho na última semana
Renato passou a ouvir as primeiras críticas a seu trabalho na última semana
Marcelo Cortes/Flamengo

O treinador de futebol foi ganhando enorme importância ao longo da história. Hoje, é possível dizer que o sujeito à beira do campo é uma das figuras mais importantes dentro da história de cada jogo, ainda que jogadores sigam muito capazes de decidir partidas.

Mas é inegável que vitórias e derrotas atualmente sempre têm participação muito relevante dos "professores".

Pelo que se viu nos últimos dias, dois dos três times mais poderosos do país parecem ter elencos que não estão no mesmo nível de seus treinadores.

Há tempos se fala que o elenco do Palmeiras tem condição de entregar um futebol mais interessante e corajoso. A derrota para o Corinthians no fim de semana inflou ainda mais esta percepção e Abel Ferreira está pressionado. Necessita agora de uma difícil classificação contra o Galo no meio da semana pela Libertadores para recuperar o prestígio junto à torcida.

No Flamengo, Renato passou a ouvir as primeiras críticas a seu trabalho após perder para o Grêmio e empatar com o América (aqui com o time praticamente todo reserva). Ter passado alguma dificuldade contra o Barcelona de Guaiaquil na vitória pela Libertadores também colaborou para a chiadeira.

A sensação é de que a cada jogo o time vai perdendo um pouco da força na marcação e se tornando um time que aposta muito mais no contra-ataque e no talento individual de suas peças do que no jogo coletivo e agressivo, marca registrada do Fla de Jorge Jesus.

O Rubro-Negro está muito próximo de mais uma final de Libertadores. Mas assim como no caso do Palmeiras, a classificação virou obrigação para fazer a temperatura baixar.

Abel e Renato precisam começar a mostrar que são tão bons como os elencos que dirigem.

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