Eduardo Tironi

Jornalista há 28 anos, a maioria deles dedicados ao esporte, cobriu as Copas do Mundo de 1998 (França), pelo Notícias Populares, e 2006 (Alemanha) pelo Diário Lance!, onde foi editor-executivo. Sete anos como comentarista e editor-executivo na ESPN Brasil, tendo participado da cobertura da Copa do Brasil (2014) e da Olimpíada do Rio-2016 pelo canal.

Papo com Tironi

No Brasil, treinadores são parecidos, mas árbitros são diferentes

Por Eduardo Tironi 18/10/2021 • 09:19 - Atualizado em 18/10/2021 • 09:20
Raphael Claus ignorou pênalti para o Galo na derrota diante do Atlético-GO
Raphael Claus ignorou pênalti para o Galo na derrota diante do Atlético-GO
Pedro Souza/Atlético-MG

O título desta coluna deveria ser o contrário: árbitros deveriam ser parecidos, seguir critérios padronizados, que proporcionassem a maior igualdade possível. E treinadores deveriam ser muito diferentes, com estratégias e maneiras de ver o jogo distintas.

Mas a rodada do fim de semana mostrou o seguinte: Renato Gaúcho, que comanda o elenco mais poderoso do futebol brasileiro, em determinado momento abriu mão do centroavante da Seleção Brasileira, o Gabigol, para que Gustavo Henrique, zagueiro alto, desse uma de centroavante e furasse o ferrolho imposto pelo Cuiabá no Maracanã. Estratégia parecida com a que Cuca utilizou no jogo semifinal da Libertadores contra o Palmeiras. Necessitando de um gol, colocou em campo o zagueiro Réver para atuar como atacante nos minutos finais. Nos dois casos, as tentativas fracassaram.

No mesmo Maracanã Michael teve um gol anulado por impedimento muito contestado. Lance semelhante ao de Mbappé na final da Nations League há uma semana, em que o gol foi validado. Onde deveria haver igualdade, há decisões completamente antagônicas.

Em Goiânia, o Galo reclamou de um pênalti a seu favor, quando a bola bateu na mão de Gabriel Baralhas e o árbitro Raphael Claus, mesmo sendo alertado pelo VAR, não marcou. Não é preciso ir muito longe no Brasileiro para ver bolas que batem na mão involuntariamente terminar em marcação de penalidade máxima. Como nesta mesma rodada no jogo Palmeiras x Internacional. O gol da vitória verde saiu de um pênalti em que a bola bate na mão de Cuesta.

O único critério seguido pela arbitragem brasileira é a total ausência de critério. Por isso, se o seu time foi beneficiado hoje, será prejudicado amanhã. No caso dos treinadores, esperamos ideias diferentes, mas eles seguem um padrão bem baixo. Não à toa, os dois treinadores que disputam o título nacional apostam em zagueiros como centroavantes para tentar algum gol no desespero.

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