Eduardo Tironi

Jornalista há 28 anos, a maioria deles dedicados ao esporte, cobriu as Copas do Mundo de 1998 (França), pelo Notícias Populares, e 2006 (Alemanha) pelo Diário Lance!, onde foi editor-executivo. Sete anos como comentarista e editor-executivo na ESPN Brasil, tendo participado da cobertura da Copa do Brasil (2014) e da Olimpíada do Rio-2016 pelo canal.

Papo com Tironi

Palmeiras foi o "vencedor" do primeiro confronto contra o Atlético-MG

Por Eduardo Tironi 22/09/2021 • 09:04 - Atualizado em 22/09/2021 • 10:20
Palmeiras entrou em campo para não perder, e foi bem-sucedido em sua missão
Palmeiras entrou em campo para não perder, e foi bem-sucedido em sua missão
Twitter/Conmebol Libertadores

Palmeiras e Atlético-MG ficaram em um chato 0 a 0 no jogo de ida das semifinais da Libertadores. Mas é possível dizer que apenas um dos dois times atingiu o objetivo que tinha em mente quando subiu o túnel do vestiário rumo ao campo. E este time foi o de Abel Ferreira.

Desde o primeiro toque na bola, ficou claro que o Palmeiras estava em campo para não levar gol. Qualquer outra meta para a partida estava em segundo plano. Quando o árbitro Patricio Loustau (ótimo por sinal) apitou pela última vez, apenas um treinador teve a sensação de dever cumprido, e este foi Abel Ferreira.

Na entrevista após o jogo, Abel defendeu sua escolha por jogar em casa como se fosse visitante ao dizer que um time que não sabe se defender não vai a lugar nenhum.

Do outro lado, Cuca tentou: teve mais posse de bola, fez trocas ao longo da partida para seguir tentando o gol, mas fracassou em uma noite em que seus principais jogadores foram mal. O Galo teve até pênalti perdido por Hulk. E perdeu Diego Costa, machucado, para o jogo de volta. Empate, pênalti perdido, Diego Costa fora de combate… esse combo todo deixa mais claro ainda que se houve um "vencedor" no Allianz, este time foi o Palmeiras.

A equipe de Abel vai a Minas semana que vem precisando de um empate com gols para se classificar. Empate sem gols leva o jogo para os pênaltis.

É absolutamente válido criticar um treinador que tem o elenco que tem o Palmeiras e joga em casa apenas para não perder. Para isso, não é necessário importar um treinador estrangeiro porque vários dos nossos são capazes de fazer algo parecido.

Por outro lado, também é possível reconhecer que uma estratégia foi traçada e nesta primeira parte do confronto ela foi um sucesso. Se isso vai se repetir semana que vem com torcida contra, é outra história. Mas por enquanto, o Palmeiras pode dizer que segue vivo na Libertadores. Se na semana que vem fizer de novo com competência (e um tiquinho de sorte) o que fez nesta, estará em mais uma decisão. A segunda seguida de Abel Ferreira, o atual campeão.

  • eduardo-tironi
  • palmeiras
  • atlético-mg
  • libertadores
  • futebol
  • app