Papo com Tironi

Quando querem, clubes brasileiros se unem

Por Eduardo Tironi 17/09/2021 • 09:29 - Atualizado em 17/09/2021 • 09:31
Clubes se uniram para que o Flamengo não pudesse ter público em seus jogos
Clubes se uniram para que o Flamengo não pudesse ter público em seus jogos
Pixabay/PIRO4D

O Campeonato Brasileiro ficou por um fio de ser paralisado por causa da briga entre Flamengo e pelo menos 17 times da Série A. O Rubro-Negro tentou obter permissão para ter público em seus jogos à revelia do que foi decidido em conjunto por votação em reunião do conselho técnico do campeonato. 

Liminar para cá, liminar para lá e o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) deu ganho de causa para que o Fla não possa ter torcida enquanto todos os outros 19 clubes também possam. 

Para obter a vitória, houve a união de pelo menos 17 clubes e mais a CBF (Confederação Brasileira de Futebol). 

A palavra isonomia foi citada um milhão de vezes durante este processo. O termo vale zero em se tratando de futebol brasileiro. Historicamente sempre foi cada um por si. Mas o movimento de 17 clubes e mais a CBF indica que, quando querem, eles conseguem se unir e remar em um mesmo sentido. Neste caso, infelizmente a motivação foi apenas barrar o clube mais poderoso do País.

Paulistas já se uniram contra a Primeira Liga encabeçada pelo Flamengo. Corinthians e Flamengo já foram parceiros para conseguir ter cotas maiores de TV do que todos os outros rivais. Os exemplos são vários. Portanto, outras quedas de braço vão aparecer logo, logo e alianças convenientes surgirão.

Uma outra lição que a minicrise trouxe: o Flamengo é o clube mais poderoso do País. Ele pode muito, mas ele não pode tudo.

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