Eduardo Tironi

Jornalista há 28 anos, a maioria deles dedicados ao esporte, cobriu as Copas do Mundo de 1998 (França), pelo Notícias Populares, e 2006 (Alemanha) pelo Diário Lance!, onde foi editor-executivo. Sete anos como comentarista e editor-executivo na ESPN Brasil, tendo participado da cobertura da Copa do Brasil (2014) e da Olimpíada do Rio-2016 pelo canal.

Papo com Tironi

Quem vai parar o Flamengo?

Por Eduardo Tironi 26/07/2021 • 05:52
 Troca de comando deu frescor novo ao time do Flamengo
Troca de comando deu frescor novo ao time do Flamengo
Reprodução/Instagram/Flamengo

Com três gols em oito minutos, o Flamengo transformou um jogo equilibrado em uma impactante goleada contra o São Paulo, neste domingo, no Maracanã. No final, 5 a 1.

O time de Renato Gaúcho simplesmente não toma conhecimento do rival que está a sua frente. Com exceção da primeira partida, na Argentina pela Libertadores, o Rubro-Negro do novo treinador nunca mais deixou de fazer pelo menos quatro e humilhar os rivais.

A esta altura é impossível não reconhecer que a troca de comando deu um frescor novo ao time. Se sob a batuta de Rogério Ceni o Flamengo sempre foi tenso e um pouco aborrecido, com Renato parece ter recuperado a fome de gols dos tempos de Jorge Jesus e com uma leveza diferente.

O que dá a entender que mais do que grandes mudanças táticas, a chegada de Renato trouxe aquela simbiose entre elenco e comandante que costuma dar resultado até mesmo em times não tão bons tecnicamente.

Quando se fala de algo tão estrelado como este Flamengo, a chance de o final ser feliz aumenta exponencialmente.

A pergunta que se faz a partir de agora é: quem será capaz de parar o Flamengo de Renato? A tarefa do Rubro-Negro neste Brasileiro não é simples: Palmeiras e Atlético-MG fazem campanhas consistentes (sobretudo o Palmeiras, que é muito forte). Acontece que ninguém faz o que o Flamengo tem feito desde que Renato pisou no Ninho do Urubu.

Nas Copas do Brasil e Libertadores, competições eliminatórias, um dia ruim pode significar a queda. Mas dia ruim é algo que o time de Renato ainda não viu.

A goleada sobre o São Paulo neste domingo pelo Brasileiro apresentou o placar de um gigante contra um time muito menor. E claro que não é o caso. Além disso, o roteiro da partida foi de time grande contra time pequeno: equilíbrio até certo momento do jogo quando até que, em poucos minutos, a vitória é selada para o lado do gigante.

O Fla faz os rivais parecerem pequenos.

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