Eduardo Tironi

Jornalista há 28 anos, a maioria deles dedicados ao esporte, cobriu as Copas do Mundo de 1998 (França), pelo Notícias Populares, e 2006 (Alemanha) pelo Diário Lance!, onde foi editor-executivo. Sete anos como comentarista e editor-executivo na ESPN Brasil, tendo participado da cobertura da Copa do Brasil (2014) e da Olimpíada do Rio-2016 pelo canal.

Papo com Tironi

Raí volta ao posto de maior ídolo do São Paulo... por enquanto

Por Eduardo Tironi 20/11/2020 • 07:37
Ídolo dentro de campo, Raí arriscou seu prestígio ao assumir cargo de dirigente no Tricolor
Ídolo dentro de campo, Raí arriscou seu prestígio ao assumir cargo de dirigente no Tricolor
Reprodução/Instagram São Paulo Futebol Clube

No começo dos anos 1990 o São Paulo mudou de tamanho ao levantar pela primeira vez na sua história da taça da Libertadores da América e em seguida a de campeão do mundo. Uma das figuras responsáveis por aquele momento foi Raí.

A partir dali, ele se tornou figura obrigatória em qualquer lista dos maiores ídolos do clube, ao lado de lendas como Leônidas da Silva, Pedro Rocha, entre outros.

Depois de longo tempo fora do Tricolor, Raí voltou como homem forte do futebol. E no futebol, todos sabem, o dia de hoje conta mais do que a história, por mais brilhante que esta tenha sido.

Sua aventura como dirigente lhe custou parte da idolatria. Torcedores agradeciam aos serviços prestados dentro de campo, mas queriam o ídolo longe do clube a cada fracasso. E não foram poucos. Os últimos sob sua gestão somam a eliminação no Paulista, quando o time perdeu para o Mirassol, a queda na primeira fase da Libertadores e a eliminação diante do Lanús na Copa Sul-Americana.

Diante de tal pressão, Raí poderia pegar suas coisas e ir curtir a vida, algo que sempre gostou de fazer. Mas ele não só resistiu como bancou praticamente sozinho a permanência de Fernando Diniz no comando do time.

Naquele momento, não havia dúvida sobre quem era o maior ídolo do clube entre jogadores: Rogério Ceni, que passou a vida no Morumbi e foi tricampeão brasileiro, campeão da Libertadores e do mundo.

Mas Rogério decidiu dar na carreira um passo diferente do que a torcida do São Paulo esperava. Abriu mão de ser o possível treinador do clube no ano que vem, para comandar o poderoso Flamengo agora.

Foi a senha para uma mudança de humor da torcida, pelo menos momentânea. Fernando Diniz foi abraçado pela galera, Raí, de alguma forma, foi recolocado no posto maior. Rogério, por ora, é um quadro importante na parede e treinador de um adversário e rival direto no cenário nacional.

Como já dito, no futebol o que acontece hoje é muitas vezes mais importante do que a história. Amanhã os postos podem se inverter novamente. Mas Raí levou o primeiro round.

*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Bandsports.

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