Eduardo Tironi

Jornalista há 28 anos, a maioria deles dedicados ao esporte, cobriu as Copas do Mundo de 1998 (França), pelo Notícias Populares, e 2006 (Alemanha) pelo Diário Lance!, onde foi editor-executivo. Sete anos como comentarista e editor-executivo na ESPN Brasil, tendo participado da cobertura da Copa do Brasil (2014) e da Olimpíada do Rio-2016 pelo canal.

Papo com Tironi

Rivais enfraquecidos miram Flamengo e Palmeiras

Por Eduardo Tironi 26/11/2021 • 08:53
Flamengo e Palmeiras decidem a Libertadores neste sábado
Flamengo e Palmeiras decidem a Libertadores neste sábado
Instagram/Libertadores

Flamengo e Palmeiras entrarão em campo neste sábado em Montevidéu e serão observados pelo Brasil, pela América e por parte significativa do mundo. Chegar à decisão da Libertadores não foi um caminho iniciado quando deram o primeiro pontapé inicial desta edição da competição. No caso dos dois clubes, tratou-se de um processo de reestruturação, cada um à sua maneira, para se chegar ao sucesso.

Não é o caso aqui de dizer qual caminho é mais legítimo ou melhor. Fato é que os dois maiores ganhadores do futebol brasileiro dos últimos três anos estão lá novamente.

O processo feito por Palmeiras e Flamengo tem servido de alerta para o futebol brasileiro. No século 21, não é possível mais chegar ao topo sem dinheiro. Organização também é importante, mas o cofre cheio é o ponto principal.

O Galo, rico, será campeão brasileiro e é um dos finalistas da Copa do Brasil. O Athletico Paranaense, pragmático e organizado, é o campeão da Sul-Americana e o outro finalista da Copa do Brasil. Dinheiro e organização. Não tem segredo.

Após mais um empate frustrante na quarta-feira no Morumbi, a agonia do São Paulo na luta contra o rebaixamento seguiu. Ao final da partida, Rogério Ceni escancarou mais uma vez: a situação do clube é terrível, seja do ponto de vista financeiro como de estrutura. Para voltar a ser o que Palmeiras e Flamengo são hoje, vai ter de se reorganizar nos próximos anos. Aceitar ter times modestos, acertar nas contratações baratas, reequipar o clube… o trabalho é longo.

A palavra Flamengo ou Palmeiras não saiu da boca de Rogério nenhuma vez na entrevista. Mas o exemplo estava claro.

Quando o mundo souber para onde vai a taça da Libertadores, torcedores de outros gigantes do Brasil vão sentir aquela vontade de estar ali. Para conseguir, o caminho é árduo. Quem vai querer percorrer?

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