Eduardo Tironi

Jornalista há 28 anos, a maioria deles dedicados ao esporte, cobriu as Copas do Mundo de 1998 (França), pelo Notícias Populares, e 2006 (Alemanha) pelo Diário Lance!, onde foi editor-executivo. Sete anos como comentarista e editor-executivo na ESPN Brasil, tendo participado da cobertura da Copa do Brasil (2014) e da Olimpíada do Rio-2016 pelo canal.

Papo com Tironi

Rodada de fogo do Brasileiro mais aleatório dos pontos corridos

Por Eduardo Tironi 20/01/2021 • 08:28
O São Paulo de Diniz queimou a vantagem que tinha nas derrotas para Bragantino e Santos
O São Paulo de Diniz queimou a vantagem que tinha nas derrotas para Bragantino e Santos
Reprodução/Instagram São Paulo/Rubens Chiri

A rodada do Campeonato Brasileiro que começa nesta quarta-feira, 20, parece até ter sido escolhida a dedo. Três confrontos gigantescos que ajudarão a encaminhar quem ficará com o título.

A temporada atípica por causa da pandemia do novo coronavírus foi determinante para que alguns dos favoritos não disparassem e o que se viu foi um perde e ganha o tempo todo, com boas fases de alguns e maus momentos de outros até que o vento mudasse e quem estava na baixa se recuperou e quem estava na alta caiu de produção. A contaminação pela covid-19 nos elencos teve papel importante nisso.

Fato é que o ainda líder São Paulo enfrenta aquele que mais tem mostrado apetite nas últimas rodadas, o Internacional de Abel Braga, que tem seis vitórias seguidas e apenas um ponto de desvantagem. O time de Diniz, por outro lado, tinha uma confortável vantagem de sete pontos à frente do segundo colocado, mas consumiu tudo com atuações bisonhas contra Bragantino e Santos.

Em outro confronto gigante, Flamengo e Palmeiras se enfrentam. Duelo dos times ricos e que viraram mais rivais nos últimos tempos. Se o primeiro ainda não soube o que fazer desde a saída de Jorge Jesus, o outro identificou exatamente onde estava o problema do time, e era no comando técnico. A chegada de Abel Ferreira fez com que o Verdão esteja vivo nas três competições que disputa: Brasileiro, Libertadores e Copa do Brasil.

E por fim Grêmio x Atlético-MG. O Grêmio de Renato Gaúcho, o treinador brasileiro que mais defende o produto nacional contra Sampaoli, o argentino que ajudou a virar o futebol nacional de cabeça para baixo escancarando como estamos defasados estrategicamente.

A maior curiosidade entre todos estes confrontos é que são seis clubes e seis times com estratégias diferentes para chegar ao título. O Fla conta com dinheiro e elenco forte, o Palmeiras também, mas com um português no comando. O São Paulo insistiu na continuidade de um trabalho que ainda não rendeu frutos, o Galo, no despejo de grana e treinador estrangeiro. O Inter, na força de um velho conhecido, Abel. E o Grêmio no seu maior ídolo.

Verdade é que seja quem for o campeão brasileiro, vai ser difícil tirar dele receitas prontas de sucesso. Tudo anda muito aleatório.

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