Eduardo Tironi

Jornalista há 28 anos, a maioria deles dedicados ao esporte, cobriu as Copas do Mundo de 1998 (França), pelo Notícias Populares, e 2006 (Alemanha) pelo Diário Lance!, onde foi editor-executivo. Sete anos como comentarista e editor-executivo na ESPN Brasil, tendo participado da cobertura da Copa do Brasil (2014) e da Olimpíada do Rio-2016 pelo canal.

Papo com Tironi

Treinadores brasileiros perdem terreno e vão estudar

Por Eduardo Tironi 05/01/2022 • 08:44
Renato Gaúcho participa do curso de licença pro da Fifa para treinadores
Renato Gaúcho participa do curso de licença pro da Fifa para treinadores
Lucas Figueiredo/CBF

Uma imagem viralizou nesta terça-feira na internet: a de Renato Portaluppi sentado em uma carteira, caneta na boca prestando atenção ao que parecia ser uma aula. E era mesmo. Era mais um módulo do curso de licença pro da Fifa para treinadores. No caso, a aula era sobre jogo posicional com Osmar Loss, ex-auxiliar técnico do Internacional.

Somente com a licença pro é que treinadores brasileiros podem atuar fora do país. Não sei se é o desejo de Renato sair do Brasil, mas o fato é que ele estava lá.

Outras figuras graúdas do nosso futebol também estavam presentes ao curso, casos de Cuca e Rogério Ceni, por exemplo.

Mas a imagem de Renato é a mais simbólica do momento em que vivem os treinadores brasileiros. Longe da mira dos principais clubes brasileiros, os professores made in Brazil tentam buscar conhecimento para tentar recuperar o terreno perdido para portugueses, argentinos e uruguaios por aqui.

E o desprestígio do produto nacional nunca foi tão gritante. Cuca, o atual campeão brasileiro e uma espécie de salvaguarda brasileira no quesito técnico, saiu do Galo e o clube nem cogitou contratar outro treinador daqui. Mira Portugal, mira Jorge Jesus, que ao que parece não vem. Mira até Carlos Carvalhal, que tem no currículo passagens por Braga, Swansea, Sporting e não muito mais do que isso.

O que está muito claro é que clubes grandes  e médios voltaram os olhos para fora do país. Entre contratar um brasileiro caro e sem grandes novidades, apostam em um estrangeiro que ao menos pode ser uma surpresa.

Não será esperneando ou exigindo reserva de mercado que este panorama vai mudar. Vai ser necessário que nossos treinadores além de Cuca mostrem ser confiáveis. O curso da CBF será capaz de potencializá-los?

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