Eduardo Tironi

Jornalista há 28 anos, a maioria deles dedicados ao esporte, cobriu as Copas do Mundo de 1998 (França), pelo Notícias Populares, e 2006 (Alemanha) pelo Diário Lance!, onde foi editor-executivo. Sete anos como comentarista e editor-executivo na ESPN Brasil, tendo participado da cobertura da Copa do Brasil (2014) e da Olimpíada do Rio-2016 pelo canal.

Papo com Tironi

Um torneio de sobrevivência

Por Eduardo Tironi 29/07/2022 • 09:25
Flu de Diniz parece ser um dos times mais vivos da temporada do futebol brasileiro
Flu de Diniz parece ser um dos times mais vivos da temporada do futebol brasileiro
Divulgação/Fluminense F.C./Marcelo Gonçalves

Os jogos de ida das quartas de final rolaram esta semana e se tem uma conclusão a ser tirada sobre o tipo de competição que é a Copa do Brasil, ela ficou clara: é um torneio de sobrevivência.

A cada jogo, a luta não é para vencer, mas para chegar vivo até o final da fase. Assim se comportaram quase todos os times que entraram em campo, derrotados e vencedores.

O exemplo mais claro disso foi o Athletico-PR de Felipão. Praticamente não passou do meio de campo no Maracanã contra o Flamengo. Foi bombardeado por mais de 90 minutos, recebeu bola na trave, viu defensor salvar o gol na linha, fez cera, ganhou o tempo que pôde… e conseguiu levar para Curitiba um 0 a 0 precioso. Na cabeça dos
jogadores e do treinador a palavra sobrevivência esteve marcada o tempo todo.

Muitos reclamam do tipo de jogo praticado pelo time de Felipão, que contou com enorme dose de sorte. Mas o que seria do futebol se ele não proporcionasse placares como o do Maracanã, em que um time conta com a incompetência do rival em fazer um gol e com a sorte para sobreviver?

Em Goiânia, o Corinthians até tentou, mas fez uma péssima jornada e tomou 2 a 0. Ainda está vivo na competição porque é muito forte jogando em casa. Ou seja, apenas sobreviveu.

E no Morumbi o São Paulo até venceu, mesmo jogando mal, o América-MG. Leva uma vantagem miúda demais para Belo Horizonte, mas ao menos está vivo, bem como o rival. E teve outro personagem sobrevivente também, o goleiro Thiago Couto, que passou de contestado a herói após defender um pênalti.

No último confronto da fase, entre Fortaleza e Fluminense, talvez se tenha o único time que parece já morto: o Fortaleza de Vojvoda, derrotado em casa e encalacrado no Brasileiro. O Flu de Diniz? Este parece ser um dos times mais vivos não só da Copa do Brasil como da temporada do futebol brasileiro.

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