Fábio Piperno

O jornalista Fábio Piperno participou in loco pelo Bandsports de coberturas de Copas do Mundo, Jogos Olímpicos, Libertadores e Copa América.

Bola de Ouro tem a disputa mais difícil

Por Fábio Piperno 30/06/2021 • 08:32
Fraco desempenho na Euro complicou a chance de Mbappé levar o prêmio
Fraco desempenho na Euro complicou a chance de Mbappé levar o prêmio
Instagram/Kylian Mbappé

Um excelente tema para os bolões ou sites de apostas é quem ganhará a Bola de Ouro pela temporada que se encerrará em breve, após as decisões da Euro e da Copa América. Jamais foi tão difícil prever o nome do vencedor.

Diferente de todas as outras edições da mais tradicional premiação da bola, são muitos os candidatos por conta da ausência de alguém que realmente tenha se destacado mais que os demais. O excesso de contingente dos pretendentes ao prêmio reflete a falta de favoritos.

Claro que a escolha dos vencedores das temporadas anteriores nem sempre foi obra de consensos. Mas foram raríssimas as ocasiões em que havia mais de dois, excepcionalmente três, reais candidatos. Agora é bem diferente.

Emergiram como boas apostas a partir da Champions e da Premier League os meio-campistas Kevin de Bruyne e Kanté, finalistas do principal torneio europeu. Correndo por fora, Lewandowski, dono da proeza de quebrar o histórico recorde de gols de Gerd Muller na Bundesliga. Como azarões, Messi e a dupla do PSG, Mbappé e Neymar. E não dá para descartar o belga Lukaku. Mas a Euro pode esfriar a preferência por alguns nomes. E a desvalorizada Copa América pode pesar.

O belga De Bruyne tem chance de saltar à frente do pelotão se liderar a Bélgica até, quem sabe, a final da Euro. Sairia fortalecido após o título inglês e o vice da Champions. Jogou muito! Kanté saiu em alta da Liga dos Campeões, mas perdeu força com a eliminação precoce da França na Euro. Lewa estava irresistível na Champions, mas se contundiu pouco antes das quartas. Sem ele, o Bayern acabou eliminado. Na Euro, fez o que pode. Mas defendeu a Polônia e aí nem milagre do Papa João Paulo II resolve.

A dupla do PSG até que ia bem. Mas ficou devendo na semifinal da Champions e não foi capaz de levar o PSG ao título nacional. Assim, as duas candidaturas ficaram esvaziadas. Para piorar a vida de Mbappé, o prodígio francês deixou a Euro sem gols e tendo desperdiçado o pênalti fatal contra a Suíça. O torneio de seleções da Europa pode recolocar na briga o belga Lukaku, fundamental para tirar a Internazionale da fila na Itália, mas incapaz de levar o time ao mata-mata da Liga dos Campeões.

Sobra Messi. O eleitor da Bola de Ouro gosta dele. Na Liga espanhola, carregou o time ruim nas costas. Foi o artilheiro, algo no entanto insuficiente para que a equipe catalã ficasse à frente dos rivais madrilenhos. Mas ele tem uma última carta na chuteira. Disputa a esvaziada Copa América. Mas jamais venceu o torneio, que a Argentina não conquista há quase três décadas.

E se ele tirar a Argentina da fila, como ficará o coração do eleitor da Bola de Ouro?

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