Fábio Piperno

O jornalista Fábio Piperno participou in loco pelo Bandsports de coberturas de Copas do Mundo, Jogos Olímpicos, Libertadores e Copa América.

Falta meio time ao Corinthians

Por Fábio Piperno 28/04/2021 • 11:08 - Atualizado em 28/04/2021 • 11:10
Perspectivas para o Corinthians para o Campeonato Brasileiro não são boas
Perspectivas para o Corinthians para o Campeonato Brasileiro não são boas
Divulgação/Agência Corinthians/Rodrigo Coca

O Corinthians tem meio time forte. Estaria ótimo se o esporte preferido da Fiel fosse o futsal. Mas não é. Como no futebol a equipe precisa de 11 titulares e o Timão tem apenas cinco ou seis que realmente podem jogar em alto nível, o cenário é sombrio.

Claro que o mais simples é apontar o dedo para o técnico na busca por culpados pelo futebol ruim que o time exibe há muito tempo. Mas no caso do gigante alvinegro, as responsabilidades pelos recentes fracassos têm muitos pais.  

A direção do Corinthians é péssima. É formada por gente que contrata Yoni Gonzalez, Jonathan Cafu, Léo Natel, Éderson e Sidcley, entre outros, na mesma temporada. Os olheiros do Timão devem trabalhar com os olhos vendados.

Mas vamos ao técnico. Vágner Mancini foi anunciado no dia 12 de outubro. Portanto, há seis meses e meio. No início, resolveu o problema imediato, içando o time que estava afundado na zona do rebaixamento. A sensação de alívio logo virou esperança de Libertadores. Na verdade, o nível do elenco não era para queda e, tampouco, G8. Ficou no meio da tabela. Era mesmo o que dava. Só que o tempo passou e nada melhorou.

O time tem bons jogadores do goleiro ao lateral-esquerdo. Poucas equipes conseguem alinhar na defesa Cássio, Fágner, Bruno Mendes/Jémerson, Gil e Fábio Santos. O único jovem, e menos capaz, é o uruguaio. Todos os outros já passaram por Seleção Brasileira em seus melhores momentos. Mas e o resto do time? Quem são os volantes titulares, Xavier, Ramiro, Camacho, Cantillo ou algum outro menos cotado? Sobram dúvidas também em relação a Otero, Luan e aos muitos atacantes, alguns muito jovens e outros, sem jeito com a bola. Sem contar o veterano Jô, de gols cada vez mais raros.

É aí que Mancini precisa entregar mais. Ficar trocando um pelo outro sem apresentar solução é coisa que qualquer um faria. Técnico bom extrai mais de jogador comum, lapida os mais jovens e preserva os veteranos para as ocasiões especiais e momentos decisivos. Na melhor chance da sua carreira, Mancini não faz uma coisa nem outra.

Talvez sua sorte seja o grupo fraco no Paulista. Vai se classificar, e não é absurdo imaginar até mesmo uma final. Mas o Campeonato Brasileiro se aproxima. E com o atual nível de jogo, as perspectivas são, por enquanto, desanimadoras. Só com meio time não vai dar.

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