Fábio Piperno

O jornalista Fábio Piperno participou in loco pelo Bandsports de coberturas de Copas do Mundo, Jogos Olímpicos, Libertadores e Copa América.

Flamengo e Palmeiras em outro patamar

Por Fábio Piperno 13/04/2021 • 14:56 - Atualizado em 13/04/2021 • 15:09
Flamengo foi bicampeão da Supercopa em cima do Palmeiras
Flamengo foi bicampeão da Supercopa em cima do Palmeiras
Reprodução/Instagram CBF/Lucas Figueiredo

Jogaço em Brasília. Mas a dúvida persiste. Qual é a equipe mais forte do futebol brasileiro, a bicampeã nacional ou aquela que venceu a recente Libertadores? O confronto empatado por 2 a 2 entre os dois principais times do país aumentou a dúvida sobre qual deles está com a bola mais cheia. Flamengo e Palmeiras jogaram bem sob o sol escaldante da metade do dia e reforçaram a vocação de protagonismo para o que vem aí de importante, o que significa Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Libertadores.  

Alviverdes e rubro-negros certamente teriam nos presenteado com espetáculo ainda mais virtuoso se o jogo fosse disputado em horário mais civilizado. Mas a cartolagem bola murcha que manda no futebol brasileiro se curvou à grade da TV em detrimento da saúde dos craques e da qualidade do jogo.

Em campo, os dois se alternaram. Depois da pintura do gol de Raphael Veiga, o Flamengo reagiu com o talento e a velocidade de Gabigol, a agressividade de um Arrascaeta inspirado e as arrancadas letais de Filipe Luiz. Não existe time na América do Sul com tantos jogadores com capacidade de definição como o Mengão.

Do outro lado, Veiga muito bem, Wesley de novo mostrando a que veio com habilidade, técnica e visão de jogo, como no lance em que deu a Breno Lopes a chance de desempatar, e Matias Viña sempre rápido no avanço e forte na marcação pela esquerda. Sem contar Wevérton e Gustavo Gomez.

Muitas chances criadas e 35 finalizações desferidas em um jogo de exceção e que já foi devidamente esmiuçado nas últimas 24 horas. Sim, uma partida de exceção na qualidade, como são bem poucas no exaurido futebol brasileiro, ambiente de times esgotados e empobrecidos.

A verdade é que Flamengo e Palmeiras, até pelo poderio econômico de ambos, estão abrindo um abismo de diferença em relação à concorrência. Internacional brigando até a última gota de suor pelo Brasileiro e Santos peleando até o fim pela Libertadores representaram situações que devem ser cada vez mais raras nos próximos tempos.

O futebol brasileiro começa a colecionar ex-gigantes, status hoje de Cruzeiro, Vasco da Gama e Botafogo. Outros grandões de Série A estão na fila para se despedir do grupo dos maiores, repetindo o fenômeno de apequenamento que engoliu a força de antigos campeões como Milan, Hamburgo, Arsenal, Marseille e Independiente, entre tantos outros.

Se o seu time continuará grande nos próximos tempos ainda não é possível cravar. O que se sabe por enquanto é que Flamengo e Palmeiras estão mesmo em outro patamar.

Sem Lewandowski
O atacante do Bayern voltou a treinar com bola nesta segunda-feira. Mas retorno aos jogos ainda não tem data para ocorrer. Em compensação, Coman, Hernandez e Boateng estão liberados para enfrentar o PSG. Goretzka é dúvida.

Foliões afastados
O O Leicester afastou por tempo indeterminado Choudhury, Maddison e Perez. Os 3 participaram de uma festa, driblando o isolamento exigido nos protocolos da Premier League. "Precisamos transmitir valores positivos. Se não aplicarmos punições, os jovens não aprenderão nunca", disse o técnico Brendan Rodgers. Parabéns!

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