Fábio Piperno

O jornalista Fábio Piperno participou in loco pelo Bandsports de coberturas de Copas do Mundo, Jogos Olímpicos, Libertadores e Copa América.

Simone Biles pode ser exemplo para a nossa Fadinha

Por Fábio Piperno 29/07/2021 • 01:58
Biles desistiu da final do individual geral em Tóquio para cuidar da saúde mental
Biles desistiu da final do individual geral em Tóquio para cuidar da saúde mental
Reprodução/olympics.com

Simone Biles é, em grande medida, o Ronaldo Fenômeno da Copa de 1998. Escrevi e falei sobre isso nos programas do Bandsports hoje pela manhã.

Eles são máquinas de fazer dinheiro por conta da fama e status que o sucesso esportivo provoca. Mas alguém lhes ensinou a lidar mentalmente com isso ou foram incentivados a se acharem super mulheres e homens, dotados de resistência sobre-humana contra todas as formas de pressão de fãs, da imprensa, patrocinadores e da legião de assessores, parentes e amigos que usufruem do prestígio dos ídolos?

Ao longo dos tempos, não foram poucos os jovens prodígios do esporte que renunciaram à fama e ao dinheiro pelo singelo desejo de viverem de outra forma, como pessoas um pouco mais comuns, distantes da pressão que os acompanhava feito sombras e dispostas a recuperar prazeres mais humanos.

Em Tóquio, o esporte brasileiro ganhou uma nova estrela. Mas será que os responsáveis pela carreira de Rayssa Leal terão a exata compreensão de que o conto de fadas poderá se tornar um pesadelo se não for respeitado o tempo de uma menina que, apesar do sucesso estrondoso, tem só 13 anos

Talvez Simone Biles, até pelo talento precoce explorado a cada gota de suor, possa se tornar inspiração para a nossa Fadinha.

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