Rafael Augusto

Acredita no poder de contar uma história e que se for possível fazer a diferença para uma única pessoa, terá cumprido o seu papel. É formado em Jornalismo e tem especialização em Mídias Sociais. Atualmente no Bandsports, conta com passagens pela TV Band, ESPN, Olimpíada Todo Dia e Gazeta de Santo Amaro.

Brasileiros pelo Mundo

Jesiel, o zagueiro que faz sucesso no Japão

Por Rafael Augusto 19/01/2021 • 19:51
Brasileiro de 26 anos é um dos destaques do Kawasaki Frontale
Brasileiro de 26 anos é um dos destaques do Kawasaki Frontale
Divulgação/Kawasaki Frontale

A relação do futebol japonês com os jogadores brasileiros é algo especial desde o impulsionamento do esporte no país no começo da década de 90, quando deixou de ser praticado de forma amadora.

E a construção de qualquer boa história precisa também de bons personagens. Alguns dos grandes nomes do futebol no Brasil foram até lá e fizeram história, como Zico, Dunga, Leonardo, Jorginho, Emerson Sheik, Mozer e outros.

Um jogador que está atualmente escrevendo uma história vencedora é Jesiel Cardoso Miranda, de 26 anos, zagueiro do Kawasaki Frontale. A equipe é uma das que mais tem obtido sucesso no período recente do futebol japonês.

“É um clube muito bom, que trata muito bem a nós brasileiros. Sempre está brigando por títulos. A torcida é muito apaixonada. É um lugar que eu me sinto bem, me sinto em casa”, explica o jogador que tem a história contada na coluna desta semana.

E se sentir em casa passa também pelo calor da torcida. Apesar de um ano tão atípico onde em várias ligas do mundo os torcedores não puderam comparecer nos estádios, o Japão foi um dos primeiros a ter público.

“Começaram a liberar os torcedores com 2 mil e passou para 5 mil. Nos últimos jogos estavam com 12 mil pessoas no estádio. A ordem é que não podem gritar, eles têm que bater palma no gol ou em qualquer lance e eles respeitam muito bem isso”, explica.

No clube desde o final de 2018, o jogador ajudou ainda nas conquistas da Copa da Liga e a Supercopa, em 2019. Nos últimos cinco anos, além das conquistas citadas acima, o Kawasaki conquistou ainda outros dois campeonatos nacionais.

Reprodução/Instagram


Base no Galo, empréstimos e a chegada ao Japão
O zagueiro de 1,86m é da geração 94 e natural do interior de São Paulo, da cidade de Cândido Mota, mas que teve a maior parte da sua infância vivida em outra cidade, na região de Presidente Prudente.

O começo no futebol, como da maioria dos interioranos paulistas, se deu em escolinhas de futebol locais e com a passagem por um tradicional da região, no caso o Mogi Mirim.

De lá, chegou ao futebol mineiro, mais precisamente no Atlético para prosseguir atuando nos times da divisão de base. Lá ficou até conseguir a primeira oportunidade em 2016, com o técnico uruguaio Diego Aguirre.

Reprodução/Instagram


Viveu momentos de alternância entre o time principal e o de aspirantes, até surgirem empréstimos para Mirassol e Paraná, na temporada de 2018.

No final de 2018, o Kawasaki acertou a contratação do jogador por empréstimo junto ao Atlético-MG e a compra definitiva aconteceu em no começo deste ano.  

2020 para ficar na história e preparação para o futuro
Eleito um dos melhores zagueiros no time ideal da J-League, Jesiel está aproveitando curtas férias no Brasil até o início da próxima temporada. Em 2021, devido a organização dos Jogos Olímpicos que foram adiados por conta da pandemia, a temporada de futebol no Japão começará mais cedo.

No entanto, o período para um bom interiorano é de aproveitar a culinária já que apesar do sucesso dentro de campo, ele ainda está se acostumando com a vida em um país tão peculiar.

“No Japão, a questão da gastronomia é bem diferente. Eu não via a hora de poder chegar no Brasil, comer uma feijoada, comer uma comida nossa. Eu tenho apenas quinze dias de férias, então vou aproveitar e depois retomo com as corridas”, conta.

Divulgação/Kawasaki Frontale


A temporada de 2020 ficará marcada na carreira do jogador que já começa a figurar como um dos atletas mais vitoriosos do Brasil em terras japonesas. E a continuidade pode aumentar ainda a lista dos feitos.

“Eu pretendo continuar no Japão. Existem sondagens, mas eu estou feliz e ainda tenho dois anos de contrato para cumprir”, finaliza.

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