Stephano Alba

Formado em Rádio e Televisão pela FAAP em 2016, mesmo ano que iniciei a jornada no BandSports, onde atualmente trabalho como editor. Diferente da maioria dos brasileiros que escolhem o esporte bretão, em 2003 me apaixonei pelo basquete. Torcedor do Denver Nuggets e defensor do pivôzão raiz, joguei como ala na base do Paulistano e defendi por alguns meses as cores da Rockrige School, de Vancouver (Canadá). Fui coordenador do Linha de 3, programa que dá nome a esta coluna apresentado na época pela lenda Álvaro José e que contava com os comentários de Danilo Castro, ex-armador da seleção brasileira. Tive a oportunidade de sentar à essa mesa algumas vezes para comentar o esporte, na minha opinião, mais frenético de todos os tempos. E é sobre ele que vamos falar aqui neste espaço semanalmente.

Linha de 3

Efeito “Barboleta” atinge Conferência Leste

Por Stephano Alba 20/01/2021 • 09:33 - Atualizado em 20/01/2021 • 09:55
Harden chegou ao Brooklyn para abalar as estruturas
Harden chegou ao Brooklyn para abalar as estruturas
Reprodução/Instagram Brooklyn Nets

Com certeza você já escutou que o simples bater de asas de uma inofensiva borboleta nos Estados Unidos pode causar um tufão em Tóquio. Essa é a famosa Teoria do Caos – ou o popularmente conhecido efeito borboleta – criada em 1963 por Edward Lorenz. O filósofo popularizou a sensibilidade de condições iniciais dentro da teoria. Na NBA, a simples troca de um jogador pode gerar uma mudança gigantesca na cidade de Nova York, criando, consequentemente, um ambiente caótico na liga norte-americana e em um dos cinco bairros da Selva de Pedra, mais especificamente no Brooklyn.

Não é de hoje que James Harden tem o título da barba mais temida da NBA. E assim como a barba que não cresce do dia para a noite, a fama também foi construída ao longo do tempo. O armador entrou em 2009 para o panteão do basquete quando ainda tinha 21 anos e poucos pelos na cara. O Oklahoma foi a sua primeira franquia. A cada temporada seu basquete crescia e a barba, é claro, o acompanhava. Foi no Houston que Harden alçou voos, chegou a ser MVP da temporada regular de 2018 e levou o Rockets a quatro semifinais do Oeste. Em seu melhor ano teve média de 36.1 pontos por jogo. Muitos duvidam de sua capacidade de decisão nos playoffs, outros colocam a culpa na fome de cestas de James Harden. Fato é que ainda falta um anel para ele colocar as barbas de molho.

A diferença agora é que ao seu lado habita Kevin Durant, outro All Star. Verdade que os dois já jogaram juntos no Oklahoma, mas na época faltava maturidade de basquete. Havia vontade, faltava malandragem. Maturidade essa que se mostrou presente na última vitória do Nets em cima da franquia da última melhor campanha. O Milwaukee Bucks fechou 2020 com 53 vitórias e apenas 12 derrotas. E na vitória por 125 a 123 a dupla se mostrou entrosada. Sem falar na terceira, e não menos importante, peça do triângulo. Kyrie Irving não joga há sete jogos e todos esperam a sua volta para ver o “big three” do Brooklyn em ação.

O efeito “barboleta” está para acontecer. Um quique de bola em Nova York pode causar um tufão na Califórnia e levar o caos à cidade de Los Angeles.

  • stephano-alba
  • esportes
  • basquete
  • nba
  • james harden