Stephano Alba

Formado em Rádio e Televisão pela FAAP em 2016, mesmo ano que iniciei a jornada no BandSports, onde atualmente trabalho como editor. Diferente da maioria dos brasileiros que escolhem o esporte bretão, em 2003 me apaixonei pelo basquete. Torcedor do Denver Nuggets e defensor do pivôzão raiz, joguei como ala na base do Paulistano e defendi por alguns meses as cores da Rockrige School, de Vancouver (Canadá). Fui coordenador do Linha de 3, programa que dá nome a esta coluna apresentado na época pela lenda Álvaro José e que contava com os comentários de Danilo Castro, ex-armador da seleção brasileira. Tive a oportunidade de sentar à essa mesa algumas vezes para comentar o esporte, na minha opinião, mais frenético de todos os tempos. E é sobre ele que vamos falar aqui neste espaço semanalmente.

Linha de 3

Kobe: uma mamba negra que espalhou seu veneno e enfeitiçou o mundo do basquete

Por Stephano Alba 27/01/2021 • 07:45 - Atualizado em 27/01/2021 • 08:02
Na terça-feira, 26, completou um ano de um dos maiores lutos do esporte
Na terça-feira, 26, completou um ano de um dos maiores lutos do esporte
Reprodução/Instagram Kobe Bryant

A caminhada de Kobe Bryant começou em 1996. Mesmo jovem, ele já era diferente. Pulou a faculdade e foi direto para o draft da NBA. O ala foi a 13ª escolha do Hornets. Você não leu errado, não, Kobe chegou a colocar o boné da franquia de Charlote, mas não usou a regata do time, azar o deles.

Logo foi trocado para uma franquia com a qual construiu uma das histórias mais bonitas do esporte. Jerry West foi o responsável pela chegada do jovem Bryant ao Los Angeles. O gerente-geral do Lakers nos anos 1990 arquitetou uma transferência que faria os dirigentes do Hornets se arrependerem e muito no futuro. Vlade Divac foi a moeda de troca da promessa que não demorou muito para se tornar realidade.

Assim foi o início da trajetória de Kobe Bryant no Los Angeles Lakers. Por lá construiu números que o transformaram em um gigante: 5 vezes campeão da NBA; 2 vezes MVP das Finais; MVP da temporada 2008 e 18 participações no All Star Game.

Kobe é o quarto maior pontuador da história da liga norte-americana, por anos foi o cara de confiança de Phil Jackson, um dos melhores técnicos que o basquete já viu. Quando as coisas complicavam, não havia jogada melhor do que colocar a bola nas mãos de quem melhor a tratava. Não à toa o Black Mamba é o segundo maior pontuador em um só jogo, em 2006 ele saiu de quadra com incríveis 81 pontos no triunfo em cima do Toronto Raptors. O apelido de mamba negra (uma serpente venenosa) ultrapassou fronteiras, transformou-se em estilo de vida e mentalidade. Inspirou jovens a dar o melhor de si. O veneno de Kobe Bryant na verdade era um antídoto.

O dono da regata 24 tinha outra paixão: a seleção nacional. Participou do segundo Dream Team. O resultado? Duas medalhas de ouro em Jogos Olímpicos (Pequim-2008 e Londres-2012). Kobe não era apenas um atleta dourado. Assim como Midas, bastava o toque para transformar qualquer coisa em ouro.

Foi assim em seu jogo da sétima arte, produziu Dear Basketball (Meu querido basquete), que levou o Oscar de melhor curta-metragem de animação em 2018. Ele foi produtor, roteirista e narrador da obra.

E assim foi durante os seus 41 anos. Narrou sua própria história, escreveu seu nome no jogo que mais amava e produziu feitos dignos de muitas estatuetas douradas.

Que saudade, Kobe Bryant!

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