Stephano Alba

Formado em Rádio e Televisão pela FAAP em 2016, mesmo ano que iniciei a jornada no BandSports, onde atualmente trabalho como editor. Diferente da maioria dos brasileiros que escolhem o esporte bretão, em 2003 me apaixonei pelo basquete. Torcedor do Denver Nuggets e defensor do pivôzão raiz, joguei como ala na base do Paulistano e defendi por alguns meses as cores da Rockrige School, de Vancouver (Canadá). Fui coordenador do Linha de 3, programa que dá nome a esta coluna apresentado na época pela lenda Álvaro José e que contava com os comentários de Danilo Castro, ex-armador da seleção brasileira. Tive a oportunidade de sentar à essa mesa algumas vezes para comentar o esporte, na minha opinião, mais frenético de todos os tempos. E é sobre ele que vamos falar aqui neste espaço semanalmente.

Linha de 3

O Jazz é a trilha sonora desta temporada na NBA

Por Stephano Alba 10/02/2021 • 15:29
Até o momento a franquia de Utah é a dona da melhor campanha
Até o momento a franquia de Utah é a dona da melhor campanha
Instagram/Utah Jazz

Ritmos não lineares. Improvisações, bateria frenética, metais pesados e um swing que faz qualquer um prestar atenção e dançar junto. O Jazz é popular nos Estados Unidos desde o final do século XIX. E não é que ele voltou com força em 2021? Só que as improvisações são feitas dentro de quadra, a bateria frenética se tornou uma marcação quase impenetrável, os metais são os avanços ofensivos e todo o gingado pode ser encontrado nas rotações de Quin Snyder, técnico do Utah Jazz.

Sim, é uma surpresa ver Donovan Mitchell e seus companheiros, não só liderando o Oeste, como, sendo os donos da melhor campanha da NBA. Por enquanto são 20 vitórias e apenas 5 derrotas. Mas a formação desta banda não é de hoje, ninguém faz sucesso do dia para a noite.

Desde 2014 Quin Snyder monta com sabedoria o que hoje vemos dentro de quadra. Ano após ano as aparições em playoffs se tornam mais constantes. Há quatro anos o Jazz chega à pós-temporada. Sabemos que quanto mais playoffs você disputa, mais chances de levantar o Lerry O’Brian você tem.

Como explicar a volta do Jazz como trilha da NBA? Simples: Tempo de trabalho e coletividade.

O treinador tem seu elenco na palma da mão, não perde peças importantes e consegue reforçar a sua banda a cada ano que passa. Hoje, 6 jogadores têm uma média de pelo menos 10 pontos por jogo.

Quem toca a mais tempo neste conjunto é Rudy Gobert, o francês que veste a regata do Utah há oito temporadas é tido como um dos melhores defensores da liga. O dono do garrafão e líder fora das quadras tem média de 13.4 pontos e 13.5 rebotes por jogo. Ele é quem carrega o piano.

Donovan Mitchell é o baterista do elenco. Dita o ritmo e faz barulho, muito barulho. Com veneno em suas baquetas, o Spider tem média de 24 pontos por jogo e é o responsável pelo improviso. Impossível saber para onde ele vai. A força de suas enterradas impressiona qualquer jogador experiente. Tanto é que Mitchell chegou em 2017 e já é o rosto da franquia.

Os metais ao fundo são soprados por Jordan Clarkson (17.4 pts.), Mike Cloney (16.5 pts.), Bojan Bogdanovic (15.9 pts.) e Joe Ingles (10.7 pts.). Eles podem não ser os principais músicos desta banda, mas a melodia não seria a mesma sem essas notas.

Difícil saber se o Jazz vai tocar alto até o final da temporada. Mas uma coisa é certa: Essa banda ainda tem muita música para tocar.

  • stephano-alba
  • basquete
  • nba
  • utah jazz
  • esportes
  • app