Stephano Alba

Formado em Rádio e Televisão pela FAAP em 2016, mesmo ano que iniciei a jornada no BandSports, onde atualmente trabalho como editor. Diferente da maioria dos brasileiros que escolhem o esporte bretão, em 2003 me apaixonei pelo basquete. Torcedor do Denver Nuggets e defensor do pivôzão raiz, joguei como ala na base do Paulistano e defendi por alguns meses as cores da Rockrige School, de Vancouver (Canadá). Fui coordenador do Linha de 3, programa que dá nome a esta coluna apresentado na época pela lenda Álvaro José e que contava com os comentários de Danilo Castro, ex-armador da seleção brasileira. Tive a oportunidade de sentar à essa mesa algumas vezes para comentar o esporte, na minha opinião, mais frenético de todos os tempos. E é sobre ele que vamos falar aqui neste espaço semanalmente.

Linha de 3

The Brook is on the table

Por Stephano Alba 12/05/2021 • 12:05
Westbrook alcançou a marca impressionante de 182 triplos-duplos
Westbrook alcançou a marca impressionante de 182 triplos-duplos
Reprodução/Instagram Russell Westbrook

Russell Westbrook quebra mais um recorde para seu livre pessoal

Em sua biografia, Russell Westbrook vai ser o protagonista (óbvio), o coadjuvante, o herói, o vilão, o antagonista e até mesmo o autor, assim como dentro de quadra. A trajetória do armador na NBA é mais do que impressionante, seus números deixam qualquer amante do basquete de queixo caído. No jogo de segunda contra o Atlanta, Westbrook chegou à impressionante marca de 182 triplos-duplos, um a mais que Oscar Robertson. "The Big O", como era conhecido, estabeleceu este recorde em 1974. Agora estamos em 2021 e acho muito difícil vermos alguém bater esses triplos-duplos no século XXI.

Apenas um jogador fora da curva consegue atingir tal façanha, mas isso também pode mostrar uma característica não tão aclamada do jogador: a individualidade. Em muitos jogos fui capaz de ver rebotes forçados de Westbrook, além de passes antes do estouro do cronômetro para não contabilizar um turn over em suas estatísticas.

Toda essa individualidade não tira em nada o talento que corre por suas veias, porém abre margem para criticar um cara com um basquete quase impecável. Em algumas conversas com outros basqueteiros amadores, e até mesmo com colegas jornalistas, vi muitos optarem por atletas piores tecnicamente em seus times de coração. Às vezes, vale mais um bom jogador para o coletivo do que um talento inigualável que só pensa em seus recordes pessoais.  

Russell Westbrook pode quebrar todos os recordes do maior basquete do mundo, mas se ele não colocar um anel em seu dedo, vai ser sempre lembrado como um fantástico jogador que nunca ganhou um título.  

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