Hamilton se agiganta dentro e fora das pistas

Hexacampeão está perto de se tornar o maior da história da F1 sem esquecer seu papel social

Lewis Hamilton está caminhando para se tornar o maior piloto de todos os tempos da Fórmula 1. A uma vitória de igualar os triunfos de Michael Schumacher – ele tem 90, enquanto o alemão recebeu a bandeira quadriculada 91 vezes na frente –, o britânico também tem tudo para empatar o número de sete títulos do ex-piloto da Ferrari nesta temporada e com fôlego para ultrapassá-lo nas próximas. Mas não é apenas dentro das pistas que Hamilton vem se agigantando a cada dia.

Ativista ambiental, o hexacampeão se tornou uma voz importante no combate ao racismo e à desigualdade racial, se juntando a personalidades importantes do esporte mundial como a tenista Naomi Osaka e o astro da NBA LeBron James desde que estourou a onda de protestos nos Estados Unidos este ano após a morte de George Floyd, norte-americano negro assassinado por um policial branco que o asfixiou com o joelho em seu pescoço até a morte.

No domingo, 13, Hamilton deu mais um exemplo de seu engajamento e compromisso com a causa. Antes do GP da Toscana, o piloto da Mercedes trocou a camiseta que tem usado em todas as provas com os dizeres “Black Lives Matter” (Vidas Negras Importam) por outra que trazia escrito "Arrest the cops who killed Breonna Taylor" (Prendam os policiais que mataram Breonna Taylor). Não satisfeito, ele também subiu ao lugar mais alto do pódio vestindo o modelo.

“Já faz seis meses desde que Breonna Taylor foi morta por policiais, em sua casa. Ainda não foi feita justiça. Não ficaremos em silêncio”, escreveu o britânico em suas redes sociais.

Breonna Taylor era paramédica e foi assassinada dentro de sua casa enquanto dormia, em março. A polícia cumpria um mandado de busca e apreensão do tipo que não precisava ser anunciado. O alvo da ação era um ex-namorado da norte-americana suspeito de vender medicamentos controlados. Investigações posteriores provaram que nada de ilegal fora feito na casa da paramédica, que tampouco sabia da situação e era inocente. No entanto, até hoje, os policiais não foram julgados, muito menos demitidos, e continuam realizando trabalho administrativo.

Além de seu posicionamento, Hamilton fez com que a Mercedes trocasse o tradicional prateado de seus carros para preto e que a Fórmula 1 liberasse manifestações antes das provas, quando todos os pilotos vestem camisetas contra o racismo e parte deles se ajoelha ao lado do britânico como forma de protesto popularizado em diferentes esportes norte-americanos.

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