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"Sabia o quanto era capaz de fazer isso", diz Ana Marcela ao festejar o ouro em Tóquio

Da Redação BandSports 03/08/2021 • 22:07 - Atualizado em 03/08/2021 • 23:39
Brasileira venceu prova de 10km e quase 2h na Marina de Odaiba
Brasileira venceu prova de 10km e quase 2h na Marina de Odaiba
Divulgação/Jonne Roriz/COB

O sol nasceu com medalha de ouro para o Brasil em Tóquio. Em uma prova disputada até a última braçada, Ana Marcela Cunha mostrou que chegou sua vez de brilhar em Jogos Olímpicos e venceu a maratona aquática na Marina de Odaiba. 

Com carisma e fôlego de sobra após completar o percurso de 10km, a nadadora de 29 anos falou com Elia Junior, do Bandsports, sobre o caminho que precisou trilhar até o tão sonhado título olímpico. Ela já havia participado dos Jogos de Pequim-2008 e Rio-2016, porém, sem o mesmo sucesso.

“Ohayo. O Sol raiou. Tudo raiou hoje!”, brincou, respondendo ao cumprimento de Elia e antes de continuar: “São quatro ciclos olímpicos pensando a longo prazo. É o segundo que eu faço com o Fernando. Infelizmente, no final do primeiro houve alguns problemas, por situação de clube e outras coisas. Mas a gente pôde estar junto de novo. Um ciclo fechado de quatro anos, já que a gente voltou em 2017. Então, graças a Deus, vamos falar que esse mais um ano para os Jogos Olímpicos nos ajudou bastante. Chegou o momento. A gente sabia o quanto eu era capaz de fazer isso. E hoje, na hora que o sol saiu na quarta volta eu falei: ‘agora vai esquentar’”, contou, logo após a prova.

Em uma corrida tão longa e complicada, a estratégia não poderia ser deixada de lado nem por um minuto. Mesmo disputando a liderança desde os primeiros metros, a campeã precisou ter calma nos piores momentos da prova.

“Hoje eu aprendi uma coisa que é o sangue frio. O brasileiro, o latino não têm muito sangue frio. E hoje eu pude colocar isso em prática no momento certo. Teve uma hora que eu fui para a quarta posição, mas mantive a calma e sabia que precisava começar a última volta entre as duas primeiras. Eu não sou das mais rápidas, mas quando chego no final, vai!”, destacou.

A vitória fez com que a nadadora se juntasse ao surfista Italo Ferreira, à ginasta Rebeca Andrade e às velejadoras Martine Grael e Kahena Kunze no grupo de medalhistas de ouro do Brasil em Tóquio. 

“Inspiração não falta no nosso país. Rebeca foi inspiração depois de tantas cirurgias e ser campeã. A Kahena e Martine bicampeãs. Nada como um dia após o outro”, afirmou.

Antes de deixar a área de entrevistas para subir ao pódio, Ana Marcela mostrou que já tem um próximo objetivo em mente: “Falta ser campeã mundial dos 10 mil”, encerrou. Apesar de ter cinco títulos mundiais – quatro em 25km e um em 5km –, a soteropolitana nunca conquistou o feito em provas de 10km.

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