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Ana Marcela Cunha já andava com a medalha de ouro um ano antes dos Jogos, revela Glenda

Da Redação, com BandNews FM 04/08/2021 • 08:16 - Atualizado em 04/08/2021 • 13:20

Bem antes de ganhar o ouro nos 10km da maratona aquática nos Jogos Olímpicos de Tóquio, nesta quarta, 4, Ana Marcela Cunha já andava com a medalha há muito mais tempo. A jornalista Glenda Kozlowski, que cobre a Olimpíada para o Grupo Bandeirantes, relevou bastidores da passagem da nadadora em Tóquio, e contou como a baiana conquistou o título olímpico bem antes de cair na água.

À BandNews FM, Glenda disse que viu uma foto da medalha de ouro no celular de Ana Marcela, e achou que fosse o ouro ganhado na Olimpíada. Mas não era.

“Não, Glenda. Essa foto já está no meu celular há mais de um ano. Eu olho para ela o dia inteiro, todos os dias, porque não ia ter outra possibilidade. Eu não queria outra medalha. Eu só queria ser campeã olímpica”, disse a jornalista.

O gesto dá a dimensão da concentração de Ana Marcela na prova. Após a vitória, a nadadora disse ao Bandsports que teve sangue frio para superar as adversárias mesmo quando se viu em quarto lugar. Nesse momento, a foto da medalha de ouro no celular deve ter vindo à cabeça da nadadora.

“São quatro ciclos olímpicos pensando a longo prazo. Vamos falar que esse mais um ano para os Jogos Olímpicos [adiamento por causa da pandemia de Covid-19] nos ajudou bastante. Chegou o momento. A gente sabia o quanto eu era capaz de fazer isso. E hoje, na hora que o sol saiu na quarta volta eu falei: ‘agora vai esquentar’”, disse Ana, que, como muitos brasileiros que acompanham a Olimpíada, madrugou antes de vencer a maratona.

Feijoada

Segundo Glenda, que ganhou um autógrafo da campeã olímpica em seu colete, Ana acordou 2h30 da manhã, tomou café às 3h30 e saiu para competir às 3h45.

Depois, com a medalha, foi a hora de matar a vontade e comer arroz, feijão e farofa, em dia de feijoada na sede do COB em Tóquio.

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