Notícias

Djokovic não vai poder disputar Roland Garros sem estar vacinado

Da Redação BandSports 17/01/2022 • 10:57 - Atualizado em 17/01/2022 • 13:40
Sérvio já perdeu a disputa do Australian Open por não apresentar comprovante de vacinação
Sérvio já perdeu a disputa do Australian Open por não apresentar comprovante de vacinação
Instagram/Novak Djokovic

Após ficar fora do Australian Open por tentar entrar na Austrália com uma isenção médica, já que não se vacinou contra a covid-19, Novak Djokovic também pode não disputar Roland Garros este ano. Se na semana passada o governo francês havia dado sinal verde para o número 1 do mundo defender o seu título no segundo Grand Slam do ano mesmo não estando imunizado, bastando fazer uma quarentena obrigatória quando chegasse a Paris, agora o cenário mudou completamente.

No domingo, 16, o parlamento francês aprovou lei que exige o comprovante de vacinação para circulação em locais públicos, o que inclui também estádios e ginásios esportivos. A ministra do Esporte da França, Roxana Maracineanu, informou que todos os envolvidos nos eventos realizados no país – incluindo os atletas – deverão estar vacinados contra o novo coronavírus. 

“O passaporte de vacinação foi adotado. Assim que a lei for promulgada, será obrigatório para entrar nos edifícios públicos já sujeitos ao passaporte de saúde (estádios, teatros e salas de espetáculo) para todos os espectadores, praticantes e profissionais franceses ou estrangeiros. Obrigado ao movimento do esporte pelo trabalho de convencer os últimos e raros não vacinados”, escreveu Maracineanu.

Com a decisão, apenas tenistas vacinados poderão participar de Roland Garros, o que deixa Djokovic com uma interrogação sobre seu futuro no torneio. O Grand Slam mais charmoso do circuito começa no dia 22 de maio, ou seja, o sérvio ainda tem tempo para ser vacinado e estar apto para defender seu título no saibro parisiense.

Entenda o caso de Novak Djokovic na Austrália
Sem esclarecer seu status de vacinação contra a covid-19, Djokovic embarcou para a disputa do Australian Open com uma isenção médica para disputar o torneio, que exige a imunização de seus participantes.

Apesar da permissão especial, o sérvio foi barrado no desembarque no país por não apresentar evidências suficientes para obter a isenção médica, teve seu visto cancelado e precisou passar por uma audiência na segunda-feira, 10. Enquanto aguardava o desenrolar do caso, o tenista foi levado e ficou isolado no Park Hotel, em Carlton.

Em meio às polêmicas, ele usou as redes sociais na quarta-feira, 12, e admitiu o preenchimento incorreto de seu formulário de entrada na Austrália e assumiu ter participado de uma entrevista após testar positivo para a covid-19, em dezembro, quando estava na Sérvia.

Na sexta, 14, o ministro da Imigração da Austrália, Alex Hawke, cancelou o visto do tenista pela segunda vez, alegando motivos de “saúde e ordem”. No sábado, 15, Djokovic voltou a ser detido e foi deportado após a decisão do domingo, 16.