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“Baile de Favela” com Bach: coreógrafo diz como convenceu Rebeca Andrade a usar músicas

Da Redação 02/08/2021 • 09:52 - Atualizado em 02/08/2021 • 22:45
Rebeca Andrade na final do solo em Tóquio
Rebeca Andrade na final do solo em Tóquio
Wander Roberto/COB

Trilha sonora das apresentações de Rebeca Andrade na disputa do solo, nos Jogos Olímpicos de Tóquio, a música “Baile de Favela” ficará marcada na carreira da ginasta após as conquistas de duas medalhas na Olimpíada – ouro no salto e prata no individual geral. Na versão usada em Tóquio, a apresentação começa com Bach. E na primeira vez que ouviu, a jovem de 22 anos não curtiu muito.

“Eu aprontei a música antes do pedido dela. Mas eu falei: ‘confia que vai dar certo’. Quando eu mostrei pela primeira vez, coloquei o fone no ouvido dela e disse: ‘primeiro ouça antes de falar qualquer coisa’. Quando começou os acordes de ‘Tocata e Fuga' [em Ré Menor] de Bach, uma música super forte, tocada em órgão de tuba, ela me olhou espantada e mexeu a cabeça dizendo que ‘não’”, lembra o coreógrafo da seleção brasileira de ginástica artística, Rhony Ferreira, em entrevista a Juliana Yamaoka, da BandNews FM.

O semblante de Rebeca só mudou quando ouviu o funk de MC João.

“Quando entrou o ‘Baile de Favela’, ela abriu um sorrisão e começou a dançar”, completa Ferreira, que disse preparar a música conforme a personalidade da atleta.

Ferreira explicou ainda que outros aspectos também são estudados no treino.

“Fizemos um trabalho preparatório de expressão facial para ela entrar na alegria da música. É uma interpretação e você precisa se doar naquele momento”, disse.

Autor da música, MC João postou nos stories sua torcida pela ginasta e comemorou a conquista da prata no individual geral.

“É prata, p...! ”, gritou o cantor, soltando um palavrão.

Rebeca encerrou sua participação em Tóquio nesta segunda-feira, com um quinto lugar na final do solo. O Bandsports transmitiu.

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