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Bia Ferreira atropela rival e garante ouro no Mundial Militar de Boxe

Da Redação Bandsports, com Agência Brasil 26/09/2021 • 08:15 - Atualizado em 27/09/2021 • 09:35
Pugilista mantém aproveitamento quase perfeito de pódios na carreira
Pugilista mantém aproveitamento quase perfeito de pódios na carreira
Divulgação/AIBA

Na primeira competição após a medalha de prata na Olimpíada de Tóquio, a pugilista Beatriz Ferreira voltou a figurar no pódio da modalidade. Desta vez, no topo. No sábado (25), a brasileira ficou com o título da categoria até 60 kg do Campeonato Mundial Militar de boxe, disputado em Moscou, Rússia.

Na final, a baiana de 28 anos, terceiro-sargento da Marinha do Brasil, derrotou a venezuelana Krisandi Rios Ojeda por decisão unânime dos juízes. No terceiro e último round, após uma boa sequência de golpes de Bia, a árbitra chegou a abrir contagem para a adversária, o que poderia decretar a vitória por nocaute. A rival se recuperou, mas não o suficiente para tirar o título da brasileira.

A pugilista de Salvador disputa competições internacionais de boxe desde 2017. De lá para cá, só não esteve no pódio no Campeonato Mundial de 2018 (eliminada nas oitavas de final). No ano seguinte, porém, sagrou-se campeã do mundo e medalhista de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Lima (Peru).

Bia disputou (e venceu) quatro lutas em Moscou. Na estreia, superou a cazaque Aizhan Khojabekova. Nas quartas de final, no duelo contra a russa Nune Asatrian, a rival foi declarada vencedora pelos árbitros, mesmo sendo dominada na maior parte do combate. A comissão brasileira entrou com um recurso e teve êxito: o resultado se inverteu e a baiana avançou. Na semifinal, ela reencontrou a uzbeque Raykhona Kodirova, a quem já havia derrotado em Tóquio, voltando a ganhar da adversária.

Outros dois brasileiros disputaram finais no sábado, ficando com a prata. Na categoria até 49 kg, Leanderson Conceição foi derrotado pelo cazaque Temirtas Zhussupov, enquanto Bárbara Santos não superou a russa Saadat Dalgatova na categoria até 69 kg. Os dois resultados foram decretados por decisão unânime dos árbitros.

O Brasil encerrou o Mundial Militar de boxe com cinco medalhas: uma de ouro ouro, duas de prata e duas de bronzes, estas últimos conquistados por Wanderson "Sugar" Oliveira (até 64 kg) e Jucielen Romeu (até 57 kg). Dos sete pugilistas do país que competiram em Tóquio, apenas Keno Marley e Hebert Conceição (ouro na Olimpíada) não foram a Moscou.

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