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Thiago Braz festeja bronze após ciclo complicado: "Essa medalha tem gosto de ouro"

Da Redação Bandsports 03/08/2021 • 11:24 - Atualizado em 03/08/2021 • 11:30
Brasileiro não conseguiu embalar após brilhar no Rio e ressurgiu em Tóquio
Brasileiro não conseguiu embalar após brilhar no Rio e ressurgiu em Tóquio
Gaspar Nóbrega/COB

Depois de um ciclo olímpico repleto de problemas, Thiago Braz ressurgiu na hora certa e voltou ao pódio do salto com vara ao conquistar a medalha de bronze nos Jogos de Tóquio.

O campeão da Rio-2016 não conseguiu embalar após a histórica conquista em casa e precisou dar a volta por cima para retornar à elite da modalidade. Nos últimos cinco anos, o paulista trocou de técnico, foi mal em grandes competições e até ficou sem clube. Por tudo isso, o terceiro lugar no Japão tem um significado muito especial.

“Pra mim essa medalha tem gosto de ouro também. O ciclo todo foi complicado, não foi nada fácil todas as coisas que eu passei. Mas graças a Deus a gente deu a volta por cima, conseguimos retornar e buscar a medalha. Acreditei que era possível em meio a muitas dificuldades. Estou muito feliz por isso. Eu tinha certeza que era possível. Era só não desacreditar, não desistir, continuar lutando e acreditando”, afirmou em entrevista ao repórter Marcelo Rozenberg, do Bandsports.

Além das dificuldades dentro da pista, o atleta de 27 anos também precisou superar uma grande perda familiar que o abalou durante a preparação para os Jogos de Tóquio.

“Faz parte do meu processo de vida, amadurecimento. Eu acredito que tudo vai cooperar para que o bem aconteça. No momento certo como hoje tudo aconteceu. Ano passado ter perdido o meu avô foi muito triste. De tudo o que eu passei esses últimos quatro anos a perda do meu avô foi a pior. A felicidade maior é hoje. Poder trazer essa medalha para a minha família e por todos que acreditam em mim é mais que especial. Estou feliz por isso”, destacou.

O bronze enche Thiago de moral para tentar retomar o caminho de grandes conquistas. Ele alcançou sua melhor marca no ano justamente com 5.87m na final. A próxima meta é brilhar em Paris-2024 e quem sabe retornar ao lugar mais alto do pódio.

“Agora tenho mais uma oportunidade na próxima Olimpíada. Me preparar bem, voltar de novo, buscar pódio, o ouro e quebrar de novo mais um recorde. Hoje eu estava bem, tinha a possibilidade também. Mas alguns detalhezinhos impediram que eu fizesse minha melhor performance. Tive cãibra na classificação. Hoje tive que adaptar algumas coisas, tentei não forçar tanto, mas ao mesmo tempo tive que dar 100%. Vamos para a próxima”, finalizou.

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