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Daniel Cargnin usou "dúvida" de italiano nº 1 em arrancada para o bronze no judô

Da Redação Bandsports 25/07/2021 • 16:30 - Atualizado em 25/07/2021 • 19:12

Bronze no em Tóquio-2020, o brasileiro Daniel Cargnin garantiu a 23ª medalha olímpica do Brasil na modalidade. E um dos pontos marcantes na trajetória do judoca gaúcho foi a vitória diante do número 1 da categoria até 66 kg, Manuel Lombardo. Mas esta não foi a primeira vez em que ele superou o italiano líder do ranking.

Com a medalha no peito, Cargnin explicou que usou a vitória anterior contra Lombardo na nova luta, e que se deu conta que Lombardi mudou a estratégia contra ele ao se lembrar do revés, que aconteceu na final do Grand Slam de Brasília, em outubro de 2019.

 “Vejo as lutas dele, só que vi que comigo ele começou meio diferente. Ele sempre começa dando um toque embaixo. Comigo, ele não começou, ficou meio assim. Falei: ‘Nossa, acho que ele lembra que eu ganhei dele’. Pensei: ‘Vou usar isso a meu favor'. Se isso é real ou não, eu não sei. Mas eu pensei: ele lembra que eu ganhei”, disse o judoca brasileiro após receber a medalha de bronze em entrevista ao Bandsports no Budokan, em Tóquio.

Curiosamente, as vitórias sobre o italiano em Brasília e em Tóquio foram com a mesma pontuação: um waza-ari. Depois de perder a semifinal, ele fez outra grande luta para subir ao pódio, superando o israelense Baruch Shmailov.

Logo depois de garantir um lugar no pódio, Daniel ligou para a mãe e a irmã. E disse que a matriarca acreditava mais no triunfo do que ele mesmo.

“Não sabia que cara ela iria estar. E ela estava com uma cara de muito feliz, mas parece que ela acreditava mais do que eu. Fiquei com a cara ‘nossa, que estranho’. Tem pessoas que acreditam mais na gente do que a gente mesmo”, filosofou.

A família Cargnin também conversou com o Bandsports após a conquista. Além de Ana Rita Borges, a mãe, a irmã Alessandra Cargnin explicou que havia muita incerteza do judoca por conta de lesões, do adiamento das Olimpíadas por causa da pandemia do coronavírus, que acabou prolongando o ciclo de preparação para Tóquio, além da própria infecção de Daniel com o vírus. 

"São muitos anos de dedicação, são muitos anos abdicando de muitas coisas, de muitos momentos com a gente”, relembrou Alessandra.

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