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De olho em Paris-2024, Mayra Aguiar já planeja ciclo para quinta Olimpíada

Da Redação Bandsports 02/08/2021 • 07:37 - Atualizado em 02/08/2021 • 22:41
Mayra Aguiar conquistou o bronze no judô
Mayra Aguiar conquistou o bronze no judô
Júlio César Guimarães/COB

Medalha de bronze no judô nos Jogos Olímpicos de Tóquio, a brasileira Mayra Aguiar desembarcou no Brasil na manhã desta segunda-feira, 2, já pensando em viajar de novo – isso depois de 20 horas de voo. Em entrevista ao Bora São Paulo, da Band, a judoca disse que já faz planos para disputar mais uma Olimpíada, em Paris, em 2024.

“Quero muito ir para Paris. A construção da medalha olímpica vai desde o primeiro ano. São três anos para construir, para melhorar o que precisa melhorar. Eu estou muito animada. Eu só fiz duas competições [em 2021], o Mundial e a Olimpíada, no retorno da minha cirurgia”, disse Mayra, que vai descansar um pouco para, em seguida, voltar a competir em 2021.

“Vou tirar um descasando, recuperar o corpo, mas quero fazer pelo menos mais duas competições esse ano, para começar pontuar para entrar bem no ranqueamento, nas chaves das competições, já pensando em Paris”, afirmou a judoca, que completa 30 anos nesta terça-feira, 3.

Se concretizar o plano, Mayra vai tentar a quarta medalha em cinco Olimpíadas. A judoca já havia conquistado o bronze em Londres-2012 e Rio-2016. A de Tóquio-2020, porém, foi a “principal conquista, por tudo que passei nos últimos tempos”, disse.

Isso porque Mayra teve que superar uma lesão de joelho e uma cirurgia em fins de 2020, em meio à pandemia de Covid-19. E a duas semanas de competir em Tóquio, ela ainda quebrou um dedo da mão.

“Mundo desabou”

Segundo Mayra, manter a cabeça no lugar foi outro desafio.

“Parte mental é tudo para o atleta, para qualquer pessoa. Se não está com a cabeça boa, é muito difícil conquistar qualquer objetivo. Esses últimos tempos foram o maior desafio da minha carreira e da minha vida. Foram os momentos mais difíceis. Foram altos e baixos, para conseguir me equilibrar e estabilizar eu levei um tempo”, declarou a judoca, que teve dificuldades para adaptar o treinamento na quarentena imposta pelo coronavírus.

“E aí veio a cirurgia, e meu mundo desabou de novo”, disse. “O que eu vivi até esses tempos, ter feito o que eu fiz, já me sinto vitoriosa. A fica vai caindo aos pouquinhos”, declarou.

Ao Jogos Olímpicos de Tóquio têm cobertura completa do Bandsports.

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