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De pole frustrada à pódio improvável; relembre momentos marcantes da F1 em 2021

Da Redação BandSports 12/12/2021 • 08:03
Russell protagonizou um dos momentos icônicos da temporada ao levar a Williams ao pódio
Russell protagonizou um dos momentos icônicos da temporada ao levar a Williams ao pódio
Reprodução/Instagram George Russell

Marcada na história do automobilismo pela acirrada batalha entre Max Verstappen, da Red Bull, e Lewis Hamilton, da Mercedes, pelo título mundial, a atual temporada da Fórmula 1 viveu momentos inusitados ao longo deste ano inesquecível.

Desde alegria com feitos inéditos até a frustração por fazer a pole e não participar da corrida, relembre seis momentos que ninguém cogitou que poderiam acontecer em 2021.

23 de maio – Pole position que não participou do GP de Mônaco
O GP de Mônaco fez Charles Leclerc protagonizar uma situação inusitada e ao mesmo tempo frustrante. Depois de se tornar o primeiro monegasco a alcançar a pole de uma corrida no Principado, o piloto da Ferrari sequer conseguiu participar da corrida em sua casa. 

Em uma classificação eletrizante, ele superou Max Verstappen, da Red Bull, e cravou 1min10s346 na melhor volta da sessão. A poucos segundos do cronômetro ser zerado, no entanto, Leclerc viu o desastre acontecer. Ele bateu o SF-21 no guardrail e provocou o encerramento da atividade. 

Beneficiado pelo término precoce da classificação, o piloto da Ferrari foi duramente criticado e chegou a ser acusado de ter forçado a batida. Os boatos, porém, tiveram um ponto final quando, a poucos minutos da largada do GP de Mônaco, a equipe de Maranello informou que a caixa de câmbio do carro de Leclerc estava danificado e ele não seria capaz de participar da prova. A notícia frustrou o fim de semana que tinha tudo para ser de festa para o monegasco.

1º de agosto – Corrida maluca e Lewis Hamilton sozinho no grid da Hungria
O strike de Valtteri Bottas, da Mercedes, na largada da corrida disputada no circuito de Hungaroring mostrou que aquele domingo não seria mais um dia normal na principal categoria do automobilismo mundial. 

Ao largar na primeira fila, o finlandês perdeu posições, tocou na traseira de Lando Norris, da McLaren, e causou uma reação em cadeia, com cinco abandonos.

Diante do estrago, a bandeira vermelha foi acionada e o safety car entrou na pista para que os destroços fossem retirados. Mas pouco antes do reinicio da prova uma imagem chamou a atenção. Enquanto todos os pilotos que sobraram na disputa foram para os boxes para efetuar a troca dos pneus para os de pista seca e fariam a relargada do pit-lane, Lewis Hamilton optou por seguir com compostos intermediários e alinhou sozinho no grid em Budapeste. 

Apesar da imagem ter sido surpreendente, a escolha do britânico da Mercedes passou longe de ser a ideal. A pista rapidamente secou e ele precisou entrar nos boxes para colocar os pneus de pista seca. Com a mudança, ele caiu para 14ª colocação, mas ainda conseguiu fazer grande corrida de recuperação e recebeu a bandeira quadriculada em terceiro, atrás de Esteban Ocon, da Alpine, e Sebastian Vettel, da Aston Martin.

Depois do pódio, o heptacampeão ainda herdou o segundo lugar após Vettel ser desclassificado.

1º de agosto – Primeira vitória de Esteban Ocon na Fórmula 1
Além da inesperada relargada com um piloto apenas no grid, o strike de Bottas criou mais um resultado surpreendente para os fãs de automobilismo. À época com 24 anos, Esteban Ocon aproveitou a confusão generalizada, liderou grande parte das 70 voltas e levou o limitado carro da Alpine à inesperada vitória em território húngaro. Este foi o primeiro e, por enquanto, único triunfo do francês na categoria.

29 de agosto – Chuva e corrida que não aconteceu
Logo na etapa seguinte ao GP da Hungria, o inesperado voltou a rondar o paddock da Fórmula 1. Na Bélgica, a categoria presenciou uma “corrida” que não aconteceu, sem ultrapassagens  e com direito a menor distância percorrida em uma prova em sua história. 

Com o lendário Circuito de Spa-Francorchamps castigado pela chuva, a classificação de sábado mostrou que os pilotos enfrentariam dificuldades durante o fim de semana. 

Em uma disputa surpreendente que levou George Russell, da Williams, à primeira fila do grid de largada, Lando Norris perdeu o controle de sua McLaren e bateu forte na temida curva Eau Rouge durante o quali.

Depois da preocupação que tomou conta dos torcedores na sessão classificatória, a água continuou invadindo o autódromo no dia seguinte. Mesmo com a chuva, uma tentativa de alinhar os carros no grid foi feita, mas terminou com Sergio Pérez, da Red Bull, perdendo o controle do carro e batendo na barreira de proteção. Sem condições da prova ter início no horário marcado, a indefinição e o atraso tomaram conta do paddock.

Enquanto dirigentes decidiam se a corrida seria realizada, pilotos protagonizaram momentos descontraídos. Norris, que havia sido liberado pela equipe médica para competir, foi flagrado dormindo. Já Mick Schumacher, da Haas, e Sebastian Vettel, da Aston Martin, optaram por bater bola com integrantes das duas equipes.

As horas de espera tiveram um desfecho polêmico. A direção de prova optou por mandar os pilotos à pista para uma corrida de três voltas controladas pelo safety car, ou seja, não eram permitidas ultrapassagens. Com apenas sete quilômetros percorridos, o GP da Bélgica de 2021 entrou para a história como a prova mais curta do mundial de F1. Com isso, a FIA entregou apenas metade dos pontos entre os dez primeiros colocados.

29 de agosto – George Russell e o retorno da Williams ao pódio
Entre tantos acontecimentos em Spa-Francorchamps, uma imagem ficou marcada. Depois de surpreender e levar a Williams ao segundo melhor tempo da sessão classificatória, Russell foi beneficiado pela falta de ação no autódromo belga e subiu pela primeira vez ao pódio da F1

O celebrado segundo lugar do piloto marcou o retorno da vitoriosa escuderia britânica ao pódio após quatro anos. A última vez havia sido com Lance Stroll, no GP do Azerbaijão de 2017.

12 de setembro – Dobradinha da McLaren no Templo da Velocidade
Em uma corrida que ficou marcada pelo acidente entre Lewis Hamilton e Max Verstappen, a McLaren roubou a atenção no pódio. Com a vitória de Daniel Ricciardo e o segundo lugar de Lando Norris no GP da Itália, no tradicional circuito de Monza, a escuderia de Woking conseguiu, até o momento, a única dobradinha de uma única na temporada. Nem mesmo as poderosas Mercedes e Red Bull alcançaram tal feito. 

Apesar da ausência dos líderes do campeonato na pista após a batida, se engana quem pensa que esse foi o motivo do sucesso da equipe britânica no Templo da Velocidade. Antes do incidente, Ricciardo já liderava a disputa e Norris brigava pelas primeiras posições.

O dia mágico marcou o retorno da McLaren ao topo do pódio da categoria. A última vitória da equipe havia sido com Jenson Button, no GP do Brasil de 2012.

Mesmo pouco mencionados em cenas inusitadas, Verstappen e Hamilton tiveram suas trajetórias marcadas por momentos particulares e eletrizantes. Além disso, a rivalidade dos pilotos também gerou imagens que jamais vão deixar a memória do fã de automobilismo.