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De surpresa, Carla Bigatto relembra os tempos de ginasta; assista

Âncora da BandNews FM revê imagens competindo e conta trajetória antes do jornalismo

Emanuel Colombari, com BandNews TV 29/07/2021 • 17:08 - Atualizado em 29/07/2021 • 17:59

Quem assiste a Carla Bigatto na BandNews TV ou ouve a voz da âncora na BandNews FM pode não saber, mas ali está uma ex-ginasta de alto nível.

Nesta quinta-feira (29), Carla foi surpreendida ao vivo com imagens dos tempos de competição. E se emocionou ao ver um registro feito 28 anos antes, competindo no salto sobre a mesa - à época, como atleta do Pinheiros.

“Vocês estão desenterrando cada coisa, hein? Aquela ali sou eu, competindo em 1993, se não me engano, em Santos (SP). Era um Campeonato Brasileiro. Que coisa, gente, que saudades”, disse a jornalista. “Eu confesso que não sabia mesmo (das imagens). Foi uma surpresa ver esse vídeo, que emoção grande”, completou.

Carla começou na ginástica em 1989, no Centro Olímpico, da Prefeitura de São Paulo. Em 1991, foi para o Paineiras do Morumby. Depois, defendeu o Pinheiros entre 1992 e 1996. Ao longo da trajetória como atleta, foi contemporânea de nomes como Daiane dos Santos e Daniele Hypólito.

Mas foi justamente a exigência do esporte que fez com que Carla precisasse deixar a ginástica. “Parei porque tive uma contusão muito séria no joelho. Me recuperei, mas não tinha mais confiança para treinar”, contou à reportagem. “Naquela época, isso não era levado tão a sério. Estava ouvindo a Rebeca (Andrade) falar e ela parece ter uma preparação mental muito forte.”

Nos bastidores do Grupo Bandeirantes de Comunicação, Carla tem lembrado os tempos de ginasta nos últimos dias, com poses e registros que têm ido parar nas redes sociais. Hoje, já longe das competições, não esquece o nervosismo.

“Dá uma saudade, mas eu confesso que, na hora da competição, o nervosismo é muito grande. Eu até entendo a Simone Biles de ter largado tudo em cima da hora, porque são fantasmas que ficam pairando na nossa cabeça. Não é fácil, gente”, disse.

Quando saiu de cena a ginasta, surgiu a jornalista. Carla nem se lembra de como mudou de rumo, mas conta que sempre gostou “de conversar com as pessoas, de contar história”. A comunicação acabou sendo então um caminho natural.

“Pensava como um sonho, porque eu achava muito legal. E eu só lembro disso porque, na época da ginastica, a gente brincava muito com as colegas, e uma das brincadeiras eu fingia estar entrevistando as minhas amigas”, relembra.

“Eu sempre fui muito ligada à criatividade, sempre gostei muito disso de criatividade e humor também. Eu não tenho nenhum jornalista na família – eu e minha irmã somos as primeiras da família com formação universitária.”

A ginástica pode até ter perdido uma atleta de alto nível, mas o jornalismo ganhou uma profissional gabaritada: Carla venceu o Prêmio Comunique-se como melhor âncora de rádio em 2017 e 2019 e o Troféu Mulher Imprensa em 2017, 2018 e 2020.

“Minha família era muito simples, muito humilde. Foi na ginástica que eu consegui ter apoio, com colégio particular dando bolsa de estudos”, lembrou Carla, grata à ginástica. “(O esporte) mudou minha vida. Foi o esporte que me permitiu estudar, ter uma profissão e estar aqui hoje. Foi por isso aí. Foi assim que eu consegui vencer até hoje.”

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