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Djokovic: “Não tenho nenhum plano. Não sei se vou jogar mais em 2021”

Da Redação BandSports 14/09/2021 • 07:25
Sérvio conquistou o Aberto da Austrália, Roland Garros e Wimbledon na temporada
Sérvio conquistou o Aberto da Austrália, Roland Garros e Wimbledon na temporada
Reprodução/Instagram ATP

Foi por pouco, mas Novak Djokovic não conseguiu completar “Calendar Grand Slam”, que acontece quando um tenista conquista os títulos dos quatro Majors no mesmo ano, feito que, entre os homens na Era Aberta, segue pertencendo apenas a Rod Laver, em 1969. 

Além de adiar o sonho do número 1 do mundo, a dolorida derrota em sets diretos para Daniil Medvedev na final do US Open parece que também vai deixar marcas no restante da temporada do sérvio.

Logo após a partida, ele não escondeu as lágrimas e admitiu a possibilidade de retornar às quadras apenas em 2022, ou seja, ele deixaria de disputar os Masters 1000 de Indian Wells e Paris, o ATP Finals e a Copa Davis. 

“Para ser honesto, não tenho nenhum plano, não tenho absolutamente nada. Não sei se vou jogar em algum lugar. Agora mesmo, a minha mente só pode estar aqui em Nova York”, falou o vice-campeão do US Open.

Com as conquistas do Aberto da Austrália, Roland Garros e Wimbledon, o ano de 2021 fez com que Djokovic chegasse à marca de 20 títulos de Grand Slams na carreira, igualando os números de Rafael Nadal e Roger Federer. A vitória em Nova York significaria também ultrapassar seus grandes rivais do Big 3.

Diante de tantas expectativas por novos recordes, o austríaco Dominic Thiem, campeão do US Open em 2020, lamentou a pressão que estava sendo colocada sob os ombros do melhor tenista da atualidade.

“Dava para ver a tensão em que Djokovic estava, especialmente na última troca, em que ele estava em lágrimas. Deu para ver o que Djokovic acumulou dentro dele nos últimos meses. É simplesmente desumano. Não o conheço assim tão bem, mas ele tem um coração muito bom e mereceu o amor de todo o público naquele momento”, explicou o número 8 do ranking da ATP.