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"É a conquista mais importante para mim", diz Mayra após terceira medalha olímpica

Da Redação Bandsports 29/07/2021 • 07:14 - Atualizado em 29/07/2021 • 08:16
Gaúcha passou por cirurgia no joelho no ano passado e chegou ao Japão cercada de dúvidas
Gaúcha passou por cirurgia no joelho no ano passado e chegou ao Japão cercada de dúvidas
Twitter/Time Brasil

Mayra Aguiar escreveu de vez seu nome na história do esporte brasileiro nesta quinta-feira, 29. A judoca conquistou o bronze nos Jogos de Tóquio e se tornou a primeira mulher a faturar três medalhas individuais na história das Olimpíadas.

Medalhista de bronze também em Londres-2012 e na Rio-2016, a gaúcha de 29 anos destacou que o pódio no Japão tem um gosto especial por causa das dificuldades do ciclo olímpico. Ela passou por uma cirurgia no joelho esquerdo em novembro do ano passado e chegou à competição cercada de dúvidas.

“Na hora que eu conquistei ela já caiu a ficha. Tem uma importância muito grande para mim. Claro que uma medalha olímpica é muito importante, mas essa aqui é especial. Acho que é a maior da minha carreira. De tudo o que eu vivi, essa tem o sabor mais gostoso. Passei por uns tempos bem difíceis. Foi o isolamento, foi o vírus, foi medo, aquela agonia que todo mundo está vivendo. Mais essa cirurgia que veio no pior momento, uma cirurgia que demora para cicatrizar, demora para voltar. Eu já tinha vivido essa experiência, eu sabia com era difícil. Poder ter superado tudo isso e estar com essa medalha no peito significa muito para mim”, destacou em entrevista ao repórter Thiago Kansler, do Bandsports, logo após deixar o pódio.

Mayra não chegou ao pódio sozinha. Ela fez questão de comentar a importância do apoio dos familiares durante o longo processo de recuperação, com destaque para as sessões de fisioterapia com a irmã e a paciência do namorado.

“Mesmo estando distante as pessoas estavam presentes me dando apoio. Minha família inteira. Minha mãe foi junto comigo para cirurgia, meu pai sabe o nome de todas as atletas, eu  não sei e ele sabe. Acompanha muito. Minha irmã é fisioterapeuta e me tratou em casa nos momentos que estava tudo fechado. Meu namorado também que me aguentou de TPM, de dieta, de stress, de dor. Estava ali comigo firme forte. Meus técnicos, as pessoas que treinam comigo, o pessoal de apoio… essas pessoas significaram muito. Não teria conseguido sem essas pessoas”, agradeceu.

O feito de Mayra ratifica o judô como o esporte brasileiro mais vitorioso em Olimpíadas. Agora são 24 medalhas, sendo a segunda em Tóquio, já que Daniel Cargnin também levou o bronze.

Veja a entrevista de Mayra Aguiar ao Bandsports:

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