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Phelipe Rodrigues: “É difícil achar uma empresa que queira associar sua imagem a pessoas com deficiência”

Da Redação BandSports 26/08/2021 • 13:41 - Atualizado em 26/08/2021 • 14:37
Nadador pernambucano conquistou o bronze na Paralimpíada de Tóquio
Nadador pernambucano conquistou o bronze na Paralimpíada de Tóquio
Divulgação/Míriam Jeske/CPB

Um dos principais nomes da natação brasileira, Phelipe Rodrigues conquistou o bronze nos 50m livre da classe S10 nos Jogos de Tóquio e somou a oitava medalha paralímpica de sua carreira. 

Com tamanha experiência e bagagem nas piscinas, o pernambucano de 31 anos reconhece as dificuldades que alguns esportistas ainda enfrentam na busca por apoio financeiro. Em entrevista ao Viva o Esporte na manhã desta quinta-feira, 26, ele destacou a importância de programas do governo, mas lamentou a relação de empresas com os paratletas.

“A questão do patrocínio privado é bem difícil no Brasil. É difícil achar uma empresa que queira associar sua imagem a uma pessoa com deficiência. Hoje, tenho patrocínio privado também. Estou com eles há dois, três anos. Realmente foi meu primeiro patrocínio privado”, falou o nadador.

Em comparação à situação dos paratletas brasileiros, Rodrigues mencionou o apoio do Reino Unido aos competidores. Ele é casado com a ex-atleta britânica Liz Johson.

“O Brasil em questão governamental dá de 10 a 0 em vários países do mundo, incluindo a Inglaterra, país da minha esposa. Temos vários programas de bolsa atleta, da categoria de base até pódio para olímpicos e paralímpicos. Em relação ao investimento do governo, eu realmente não tenho o que reclamar”, concluiu. 

Além do pódio nos 50m livre, Rodrigues ainda pode aumentar seus feitos no Japão. Ele também compete nos 100m livre e borboleta, ambos na classe S10, e nos revezamentos 4x100 livre e medley, os dois até 34 pontos, no Centro Aquático de Tóquio.

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