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“Eu sempre fui um nobre guerreiro, sempre fui um lutador”, diz Hebert Conceição

Da Redação BandSports 07/08/2021 • 09:42 - Atualizado em 07/08/2021 • 10:36
Campeão explicou a escolha da música Madiba, do Olodum, para suas apresentações em Tóquio
Campeão explicou a escolha da música Madiba, do Olodum, para suas apresentações em Tóquio
Divulgação/Wander Roberto/COB

A disputa da medalha de ouro da categoria peso médio (até 75kg) do boxe olímpico contou com um nocaute histórico de Hebert Conceição sobre Oleksandr Khyzhniak. Em combate que parecia ter um fim inevitável com a vitória do ucraniano, o brasileiro fez jus à música de sua entrada no ringue e mostrou ser um verdadeiro “nobre guerreiro de alma leve” para derrubar o rival e se sagrar campeão.

Com a medalha dourada no peito, o boxeador baiano conversou com o repórter Thiago Kansler, do Bandsports, e explicou a escolha pela canção “Madiba”, do Olodum, para embalar suas aparições na Arena Kokugikan, em Tóquio.

“Madiba é um hino muito bonito, uma homenagem a Nelson Mandela. E eu me identifico muito com a introdução: ‘Nobre guerreiro negro de alma leve. Nobre guerreiro negro lutador’. Assim é na vida da maioria dos brasileiros. Eu sempre fui um nobre guerreiro, sempre fui um lutador. Sempre procuro ajudar e ser o máximo de humilde possível para poder atrair boas energias. Espero me manter essa mesma pessoa simples”, contou o campeão olímpico.

O cruzado de esquerda com o relógio marcando 1min29 do terceiro assalto foi a única saída para o triunfo de Hebert. Após dois rounds difíceis, todos os árbitros já apontavam 20 a 18 para Khyzhniak. Sem ter nada a perder, o brasileiro não teve medo de arriscar.

“Eu sabia que a luta estava dura, que eu estava perdendo, atrás do placar. Sabia que tinha três minutos para mudar a situação. Eu treino muito esse golpe que encaixou. E no início do round a gente entrou na trocação franca e eu falei: ‘já tô perdendo, se eu levar um nocaute não vou perder nada e eu posso conseguir um também’. E que bom que aconteceu, estou muito feliz”, continuou.

“Não tenho ainda a dimensão do que aconteceu. Eu sempre sonhei com esse momento, mas da maneira que foi, com um grande nocaute, pegando uma chave difícil , e eu conseguir chegar ao ouro no meu primeiro ciclo olímpico... Nosso país está precisando de grandes representantes, e eu espero ser mais um. Que eu seja um influente positivo para toda uma juventude que vem aí. Espero manter minha humildade e pés no chão”, encerrou.

Além da medalha de Hebert, o Brasil já tem mais dois triunfos garantidos na modalidade em Tóquio. Eliminado nas semifinais, Abner Teixeira voltou para casa com o bronze na bagagem. No encerramento da participação brasileira na nobre arte, Bia Ferreira entra no ringue para disputar o ouro da categoria peso leve (até 60kg) com a irlandesa Kellie Harrington na madrugada deste domingo, 8, às 2h (horário de Brasília). 

Veja a conversa de Hebert com o Bandsports: