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F1: Brawn acredita que pilotos ficarão “desesperados para vencer” corrida classificatória

Da Redação Bandsports 13/07/2021 • 08:11
Novidade da temporada estreia neste fim de semana no GP da Inglaterra
Novidade da temporada estreia neste fim de semana no GP da Inglaterra
Divulgação/F1

O Grande Prêmio da Inglaterra, realizado no autódromo de Silverstone, entrará novamente para a história da Fórmula 1. Após ter recebido o primeiro GP da categoria em 1950, o circuito foi escolhido para receber uma mudança que irá alterar toda programação do final de semana. As sprint races, que terão 100Km de extensão e definirão a ordem do grid de largada para a corrida no domingo, vão estrear neste sábado, 17.

Este é o tipo de mudança que divide opiniões dentro e fora das pistas. Os que são a favor defendem a hipótese de que a ideia iria atrair o público a assistir mais do que só a corrida, tendo em vista que no atual momento, as pessoas não se interessam tanto pelos treinos livres.

Já os contrários à medida acreditam que os pilotos não iriam correr como na corrida, pois teriam que preservar seus carros para a etapa principal, além de diminuir as chances de equipes menores figurarem entre as primeiras filas do grid.

Um dos idealizadores do projeto, Ross Brawn, diretor técnico da Fórmula 1, destacou que este é apenas um teste, mas salientou que não acredita que os pilotos irão entrar nas sprint races com um pensamento diferente das corridas tradicionais.

“Pessoalmente, estou muito otimista. Acho que vai ser um evento muito bom, uma grande corrida. E acho que os pilotos vão tentar, porque achamos que Max [Verstappen] e Lewis [Hamilton] vão ter uma mentalidade diferente na primeira curva, porque é um sprint? Acho que não. Mas isso deve ser estabelecido e é isso que precisamos descobrir”, afirmou o diretor.

“Acho que nenhum de nós sabe como os pilotos se comportarão, quão conservadores serão e quanta pressão eles recebem de suas equipes para serem conservadores ou agressivos”, acrescentou.

Brawn usou como exemplo o Grande Prêmio do Azerbaijão deste ano, em que a corrida foi paralisada após o acidente de Max Verstappen, e que resultou em um final de prova emocionante, com apenas duas voltas para o fim.

“O mais fascinante de Baku (GP do Azebaijão) foi a pequena corrida que tivemos no final. Não creio que as corridas classificatórias serão tão emocionantes, porque são um pouco mais longas [do que as duas voltas em Baku], então há mais tempo. Mas os pilotos disputam tudo, até mesmo uma corrida de carrinho de supermercado no estacionamento”, explicou Ross.

“Está na natureza deles querer superar o outro. E não há nada pior que ser superado. Mesmo que seja apenas uma corrida suporte à principal, acho que ficarão desesperados para vencer os rivais e mostrar quem é o melhor”, continuou.

O diretor admitiu ainda o peso que a escolha de pneus tem no cenário atual da categoria. Muitas vezes, os pilotos optam por perderem tempo na classificação utilizando pneus médios para poderem fazer uma estratégia diferente, o que acaba desnivelando ainda mais as corridas.

“Nós realmente tentamos encorajar as corridas o tempo todo. Queríamos não ter atrasos na qualificação, nenhuma escolha diferente de pneus na qualificação e o mesmo no sprint. Nós buscamos criar uma situação em que nenhuma equipe ficasse em desvantagem na corrida devido à escolha do pneu”, concluiu Ross Brawn.