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F1: Mercedes revela que pit stop tardio diminuiu prejuízo de Hamilton na Turquia

Da Redação BandSports 14/10/2021 • 10:13
Diretor técnico da equipe admitiu que o britânico poderia ter caído para P8 sem ida aos boxes
Diretor técnico da equipe admitiu que o britânico poderia ter caído para P8 sem ida aos boxes
Divulgação/Fórmula 1

O pit stop de Lewis Hamilton na 51ª volta do Grande Prêmio da Turquia de Fórmula 1 segue dando o que falar. Logo após a corrida, o heptacampeão mundial, que foi o quinto piloto a receber a bandeira quadriculada, lamentou ter perdido a chance de brigar pelo pódio por causa da parada tardia e admitiu que gostaria de ter concluído a prova sem a troca de pneus.

Em entrevista ao canal da Mercedes no YouTube, no entanto, James Allison, diretor técnico da escuderia, afirmou que o cenário poderia ser ainda pior para o britânico, caso ele tivesse completado o percurso de 58 voltas sem parar nos boxes, e apontou qual seria o momento ideal para o pit stop. 

“Como sempre com estratégia, é sempre óbvio no final da corrida... qual teria sido a volta perfeita [para os boxes]. Se olharmos no geral, o melhor momento para parar teria sido em torno das voltas 36, 37. Foi quando Valtteri [Bottas, da Mercedes, que venceu a corrida] e [Max, da Red Bull, que terminou em segundo] Verstappen pararam. Se Lewis tivesse feito o mesmo, ele teria vindo forte na quarta posição, talvez seria capaz de pressionar e ultrapassar [Sergio] Pérez. Teria sido ótimo”, revelou Alisson.

“Nós não fizemos isso. Ficamos fora por mais tempo do que o esperado, esperando que a pista secasse e os pneus durassem. Assim obteríamos o terceiro lugar mais fácil, simplesmente herdando daqueles que fizeram o pit stop”, continuou. 

Além de reconhecer o erro de estratégia da Mercedes, o diretor técnico também assumiu que a chamada aconteceu em momento crucial da prova, com o objetivo de evitar um prejuízo ainda maior para Hamilton. 

“Quando chamamos Lewis, foi porque o gráfico de tempo de volta, que usamos para nossas previsões, estava nos dizendo que o ritmo do carro seria ruim. Estávamos vendo que terminaríamos na região do sétimo, oitavo lugar, baseado na maneira que os pneus estavam se degradando”, falou. 

Apesar da perda de ritmo do carro do britânico, Alisson garantiu que o piloto teria completado a prova mesmo se não tivesse feito a parada. Ele usou Esteban Ocon, da Alpine, como exemplo. Mesmo com os pneus danificados, o francês ficou com a décima colocação no circuito de Istambul Park. 

“Teríamos chegado ao final da corrida com o conjunto de pneus rodando sem dificuldade. Ocon fez isso, e nosso carro normalmente roda sua borracha melhor que nossos concorrentes. Então, sim, teríamos chegado ao fim da corrida. A questão é o quão rápido teríamos sido. E é bastante claro: estaríamos muito lentos”, concluiu. 

A quinta colocação na Turquia deixou Hamilton na segunda colocação do mundial de pilotos com 256,5 pontos, seis a menos que Max Verstappen, da Red Bull, que tem 262,5. A Fórmula 1 volta à ação no GP dos Estados Unidos, entre os dias 22 e 24 de outubro. O Bandsports exibe ao vivo os treinos livres e classificatório da etapa norte-americana. A Band mostra a corrida.