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Vacina pode se tornar obrigatória na Fórmula 1 em 2022

Da Redação BandSports 23/12/2021 • 10:46 - Atualizado em 23/12/2021 • 11:55
Categoria planeja fazer a maior temporada de sua história em 2022
Categoria planeja fazer a maior temporada de sua história em 2022
Divulgação/F1.com

A Fórmula 1 pode aderir à vacinação obrigatória contra a covid-19 para os envolvidos na realização dos GPs a partir da próxima temporada. Depois de passar por um 2020 completamente atípico com corridas canceladas, a principal categoria do automobilismo aos poucos começou a voltar ao normal em 2021, chegando a lotar arquibancadas durante o ano. Agora, no entanto, o aumento de casos da variante ômicron nos Estados Unidos e Europa voltou a preocupar os organizadores do campeonato mundial. 

Com 23 etapas programadas ao redor do mundo, a F1 espera viver a maior temporada da história. Para evitar pesadelos logísticos e impedir possíveis surtos da doença no paddock, Bruno Famin, diretor de operações da FIA,  afirmou que a vacinação obrigatória pode ser uma solução para alguns problemas e lamentou o aumento de casos da covid-19.

“Em relação ao que vai acontecer no próximo ano, é um pouco cedo demais porque há três semanas todos pensávamos que a pandemia estava no fim e que 2022 voltaria ao normal. Mas, infelizmente, com essa nova variante que temos na Europa, os casos estão aumentando e os hospitais ficando cheios novamente. Centenas de milhares de pessoas estão sendo contaminadas todos os dias na Europa e temos que ter cuidado. Sabemos que em alguns lugares, a vacinação obrigatória está progredindo, é algo que podemos considerar. Mas, por enquanto, nada foi decidido”, contou à revista Autosport.

Já Stefano Domenicali, CEO da F1, foi um pouco mais além e contou que, por precaução, a ideia até mesmo já foi aprovada no Conselho Mundial da FIA. 

“Há muitas coisas a serem discutidas com as equipes. Teremos o problema da covid para gerenciar novamente no próximo ano e não será fácil. Mas em dois anos de pandemia, completamos campeonatos intensos. Ter terminado uma temporada de 22 corridas nos deixa otimistas para como deve ser 2022, com, infelizmente, a covid ainda podendo estar presente”, destacou. 

“Mas não é por acaso que uma das últimas coisas aprovadas no último Conselho Mundial da FIA, por precaução, seja ter todos os funcionários da F1 vacinados para estar no paddock”, encerrou Domenicali. 

Depois de passar por uma temporada com poucos casos em suas equipes, a Fórmula 1 viu dois pilotos serem contaminados pela doença na última semana do campeonato. Nikita Mazepin, da Haas, testou positivo para covid no dia do GP de Abu Dhabi e ficou fora da corrida decisiva do campeonato.

Charles Leclerc foi outro contaminado pelo novo coronavírus. O piloto da Ferrari, no entanto, testou positivo alguns dias após o término do campeonato.