Notícias

F1: Sainz teme que novos carros causem problemas de saúde a longo prazo

Da Redação BandSports 24/05/2022 • 09:47
Espanhol reclamou de dores no corpo causadas pelo novo bólido
Espanhol reclamou de dores no corpo causadas pelo novo bólido
Instagram/Ferrari

Carlos Sainz teme que a nova geração de carros da Fórmula 1 afete a saúde dos pilotos a longo prazo. Para o espanhol da Ferrari, sinais dos problemas causados pelos bólidos já começaram a ser notados nas primeiras corridas da temporada.

“Acho que será um grande desafio [correr em Mônaco]. Acho que as zebras em Miami já foram bastante agressivas para esses carros. Houve alguns solavancos em Ímola que foram complicados para o corpo”, disse ao site Autosport.

Com o intuito de frear possíveis problemas futuros, o piloto de 27 anos sugeriu que o debate sobre o tema seja iniciado na categoria. “Mais do que Mônaco, precisamos pensar sobre quanto um piloto deve pagar por suas costas e saúde em uma carreira na F1 com este tipo de filosofia de carro. Acho que, mais do que tudo, precisamos iniciar o debate. Mônaco será difícil e tudo mais, mas estou pensando a longo prazo.”

“Na minha visão, é mais uma questão filosófica que eu coloco, talvez para a F1 e todos repensarem sobre o preço que o piloto precisa pagar em sua carreira com a saúde a fim de combater isso”

Entre os principais problemas apresentados pelos novos carros está o porpoising, comumente conhecido como o “quique” do veículo em alta velocidade. Mesmo mencionando o ponto negativo da mudança para a saúde, Sainz elogiou parte da alteração no regulamento da F1.

“Acho que os regulamentos são ótimos. Eles estão fazendo exatamente o que precisamos para as corridas. Mas precisamos ter um carro tão difícil para o pescoço e para as costas como estamos tendo que correr ultimamente?”, questionou.

Apesar de já estar sentindo na pele as dores causadas pelo novo regulamento da F1, o espanhol afirmou que não fez nenhum tratamento além dos rotineiros de um piloto.

“Não tive conselhos de especialistas. Fiz meus exames habituais nas costas e pescoço, e vi que estou mais duro em todos os lugares. Já estou sentindo isso. Não preciso de conselhos de especialistas para saber como vai ser difícil em dez anos, e você precisa trabalhar muito em mobilidade, flexibilidade. Vou precisar investir em saúde, saúde corporal em geral”, contou.

Antes de finalizar o assunto, porém, Sainz se mostrou pouco confiante quanto à abertura do debate entre os pilotos. Segundo ele, os competidores temem que isso possa ser uma demonstração de fraqueza.

“Provavelmente é uma pergunta que como pilotos não gostamos muito de falar, porque não gostamos de, digamos, parecer fracos. Sou forte, estou muito em forma, me considero um dos pilotos mais aptos. Mas é mais a longo prazo e para o benefício de todos nós que devemos conversar e ver as opções que temos”, completou.